Honda WN7: a primeira moto elétrica da Honda chega com 67 cv e desafia a LiveWire no segmento premium

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Icone de tempo Atualizado em 08/07/2026 | Icone de calendário Publicado em 08/07/2026 |

A Honda entrou oficialmente no mercado de motocicletas elétricas. A WN7, primeiro modelo elétrico de produção da fabricante japonesa, começou a chegar às concessionárias europeias em julho de 2026, com motor de 67 cv, 100 Nm de torque e preço que coloca a moto lado a lado com a LiveWire One, referência atual do segmento premium elétrico de duas rodas.


Salve, motorista! Quando a Honda se move, o mercado inteiro presta atenção. A marca que vende mais motos no Brasil há décadas, com a CG na liderança absoluta, está apostando agora no elétrico. A WN7 é a versão de produção do conceito EV Fun e inaugura uma nova família de veículos elétricos de duas rodas da marca, que chega às concessionárias europeias junto com dois scooters elétricos, o EM1 e: e o CUV e:.

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Como é a Honda WN7 na prática

A WN7 tem um visual que mistura estética naked com toques de moto esportiva premium. Na frente, faróis quadrados empilhados. Na traseira, um braço oscilante monobraço, solução mais comum em motos de alta performance. A estrutura do chassi fica aparente, o que reforça o estilo naked.

A bateria de íons de lítio tem 9,3 kWh de capacidade. A autonomia oficial ainda não foi divulgada pela Honda, ponto importante para quem quer comparar a WN7 com concorrentes. O peso declarado é de 217 kg, compatível com motos naked de médio porte a combustão.

Dois recursos chamam atenção. A frenagem regenerativa configurável permite que o piloto ajuste o nível de recuperação de energia durante as desacelerações. E o Walking Speed Mode limita a velocidade em baixíssimas rotações para facilitar manobras em garagens e estacionamentos, o que faz sentido num veículo de 217 kg.

Preço e posição no mercado

A Honda não está disputando o segmento de entrada. Na Europa continental, a WN7 parte de 14.780 euros. A LiveWire One, moto elétrica produzida pela marca que a Harley-Davidson criou para o segmento, custa 14.790 euros na mesma região. A diferença de 10 euros é deliberada: a Honda quer ser vista como alternativa direta à referência premium do mercado.

No Reino Unido, o preço inicial é de 12.999 libras. A Honda deixou claro que a WN7 não substitui nenhum modelo a combustão do portfólio atual. A proposta é ampliar as opções para quem já tem interesse em mobilidade elétrica.

E no Brasil: quando chega e o que esperar

Não há data confirmada para o Brasil. O lançamento está concentrado na Europa por enquanto, mercado com infraestrutura de recarga e regulamentação para veículos elétricos mais desenvolvidas. Mas o movimento da Honda tem peso aqui por um motivo objetivo: quando a maior fabricante de motos do Brasil decide apostar no elétrico, isso acelera o processo inteiro, da oferta de modelos à pressão por infraestrutura de recarga e adaptação da regulamentação local.

O mercado brasileiro de motos elétricas ainda é pequeno, mas cresce. Marcas como a Bajaj, que registrou expansão de 55% no Brasil em 2026, já operam nessa direção. A entrada da Honda muda o patamar de referência.

O que muda na documentação quando você compra uma moto elétrica

Aqui entra a perspectiva de quem trabalha com documentação de veículos todo dia. O emplacamento de uma moto elétrica segue a mesma estrutura de qualquer moto: nota fiscal, Certificado de Registro de Veículo (CRV) e Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). O que muda é a classificação do tipo de combustível no sistema RENAVAM, que aparece como “elétrico” e tem impacto direto nos benefícios fiscais.

Vários estados brasileiros oferecem isenção ou redução de IPVA para veículos elétricos. As regras variam por estado e por valor de tabela do veículo, então é fundamental consultar a legislação do seu estado antes de fechar a compra. Um erro comum que vemos na prática: o comprador presume que o benefício se aplica ao modelo que escolheu, mas o valor do veículo está acima do limite previsto na isenção estadual. A isenção não é automática para qualquer elétrico.

Na compra de segunda mão, o ponto de atenção é a classificação no documento. Se a moto foi registrada com tipo de combustível incorreto, a isenção de IPVA pode não ser reconhecida pelo sistema. Vale checar o CRLV antes de assinar qualquer contrato de compra e venda de moto elétrica usada.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre a Honda WN7 e motos elétricas

A Honda WN7 vai ser vendida no Brasil?

Ainda não há data confirmada. O lançamento aconteceu primeiro na Europa, em julho de 2026. A Honda não anunciou previsão de chegada ao mercado brasileiro.

Motos elétricas pagam IPVA no Brasil?

Depende do estado. Vários estados brasileiros oferecem isenção ou redução de IPVA para veículos elétricos, mas as regras variam por estado e por valor de tabela do veículo. Consulte a legislação do Detran do seu estado antes de comprar para confirmar se o modelo escolhido se enquadra no benefício.

A documentação de uma moto elétrica é diferente da de uma moto comum?

O processo de emplacamento segue a mesma estrutura: nota fiscal, CRV e CRLV. A diferença está na classificação do tipo de combustível (elétrico) no sistema RENAVAM, que define se o veículo terá direito a benefícios fiscais como isenção de IPVA em alguns estados.

Qual a diferença entre a Honda WN7 e a LiveWire One?

As duas são motos elétricas no segmento premium com preços muito próximos na Europa: a WN7 sai por 14.780 euros e a LiveWire One por 14.790 euros. A LiveWire é produzida por uma marca criada pela Harley-Davidson. A Honda ainda não divulgou a autonomia oficial da WN7, o que impede comparações técnicas completas por enquanto.

O que é o Walking Speed Mode da Honda WN7?

É um modo de velocidade reduzidíssima que facilita manobras em garagens e estacionamentos. Com uma moto de 217 kg, movimentar o veículo em espaços apertados pode ser desafiador, e esse modo limita a velocidade para o piloto ter mais controle nessas situações.

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