Motos mais vendidas 2026: Honda CG 160 lidera ranking de motos no 1º semestre de 2026
O mercado de motos no Brasil fechou o primeiro semestre de 2026 com 1.174.459 emplacamentos, crescimento de 14,1% sobre o mesmo período de 2025. A Honda manteve a liderança absoluta, com quase dois terços de todo o mercado nacional. E para quem comprou, ou está pensando em comprar, uma motocicleta, esse cenário de alta demanda traz implicações diretas na documentação.
Os dados são da Fenabrave e apontam o melhor primeiro semestre da história do setor de motos no país. Mais de um milhão de motos novas em seis meses é um volume que pressiona o sistema do Detran, alonga filas de transferência e aumenta a chance de pendências acumuladas, especialmente em compras de usados feitas sem a devida atenção ao processo.
As marcas que mais emplacaram de janeiro a junho de 2026
A Honda dominou com 771.943 unidades e 65,73% de participação. Para comparar: a segunda colocada, Yamaha, somou 160.937 motos (13,70%). A fabricante japonesa vendeu quase cinco vezes mais que a rival no período. Em terceiro ficou a Shineray, com 73.669 unidades (6,27%).
A Mottu aparece em quarto com 55.590 motos (4,73%), número impulsionado, principalmente, pelas vendas da Sport 110i para o mercado de aluguel para entregadores. Grande parte desses emplacamentos são de empresas, não de pessoas físicas. A Avelloz fecha o top 5 com 18.853 unidades (1,61%).
Fora do top 5, o destaque fica com a disputa entre Bajaj e Royal Enfield. A Bajaj ocupa o sexto lugar com 17.996 motos, à frente da Royal Enfield, que somou 17.138 unidades. Uma diferença de apenas 858 motos no semestre inteiro. Haojue, Triumph e BMW completam o top 10.
Quais foram os modelos mais vendidos?
A Honda CG 160 não deixa dúvida: 260.248 emplacamentos no semestre, mais que o dobro da segunda colocada. A Honda Biz ficou em segundo com 136.782 unidades, seguida pela Honda Pop 110i com 121.556. São modelos que atendem quem precisa de transporte prático, barato de manter e resistente ao uso diário, e esse público não para de crescer.
A Honda NXR 160 Bros aparece em quarto com 98.744 unidades, e a Mottu Sport 110i fecha o top 5 com 55.590 motos, quase todas destinadas ao serviço de entrega por aplicativo. Na sequência: Yamaha YBR 150 (38.961), Honda CB 300F (33.917), Honda XRE 190 (27.381), Honda PCX 160 (27.267) e Yamaha Fazer 250 (21.506).
O que esse volume de emplacamentos muda na prática
Mais de um milhão de motos novas no sistema do Detran em seis meses significa uma coisa bem concreta: o volume de processos de emplacamento, transferência e licenciamento cresceu na mesma proporção. Em períodos de alta demanda como esse, o atendimento presencial fica mais lento e o prazo para receber o CRLV pode esticar.
Para quem comprou moto nova, o emplacamento costuma ser feito pela concessionária. Mas vale confirmar o prazo de entrega do CRLV antes de sair da loja. Se o documento demorar mais do que o esperado ou houver qualquer pendência no sistema, um despachante consegue acompanhar o processo junto ao Detran de forma mais direta e sem você perder dia de trabalho na fila.
Quem comprou moto usada precisa ter atenção redobrada. Um erro que aparece com frequência aqui no DOK: o comprador fecha o negócio, paga, sai com a moto e deixa a transferência para depois. Semanas mais tarde, o antigo dono recebe uma multa, e aí começa o problema para os dois lados. Legalmente, o veículo permanece no nome de quem vendeu até a transferência ser concluída no Detran. O prazo para formalizar é de 30 dias após a compra.
Entregadores de aplicativo: documentação em dia evita prejuízo
A presença da Mottu no quarto lugar do ranking de marcas mostra como o mercado de entregadores de aplicativo segue em expansão. Quem trabalha com entrega usando moto própria precisa saber que abordagens policiais são frequentes nesse segmento, e documentação irregular resulta em multa e, nos casos mais graves, apreensão do veículo.
Verifique se o CRLV está atualizado com o licenciamento de 2026, se a CNH está dentro do prazo de validade e se não há débitos pendentes (IPVA, multas, DPVAT) que possam acionar retenção. Resolver antes de uma blitz custa muito menos do que resolver depois. Se houver dívida acumulada ou situação irregular no histórico do veículo, um despachante consegue mapear tudo de uma vez e indicar o caminho mais rápido para regularização.
Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:
Perguntas frequentes sobre motos mais vendidas e documentação
A Honda CG 160, com 260.248 emplacamentos entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Fenabrave. O segundo lugar ficou com a Honda Biz (136.782 unidades) e o terceiro com a Honda Pop 110i (121.556).
É preciso quitar todos os débitos do veículo (IPVA, multas, licenciamento), fazer a vistoria no Detran, pagar a taxa de transferência e registrar o novo proprietário no documento. O prazo para concluir o processo é de 30 dias após a compra. Deixar passar esse prazo pode gerar complicações para comprador e vendedor.
Não. O licenciamento é um documento do veículo, não do condutor. O CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) pode ser emitido independentemente da situação da CNH do proprietário. São processos separados no Detran.
O prazo varia conforme o estado e o volume de emplacamentos no período. Em momentos de alta demanda, como o atual, o prazo pode ser maior que o habitual. Se houver urgência ou atraso na entrega do documento, um despachante consegue acompanhar o processo junto ao Detran.
Quando a moto tem débitos pendentes, histórico de pendências no Detran ou quando comprador e vendedor estão em estados diferentes, um despachante resolve o processo com muito mais agilidade. Para transferências simples e sem complicações, é possível fazer diretamente, mas qualquer irregularidade no histórico do veículo transforma o processo em uma sequência de idas e vindas ao Detran.
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