GWM Ora 5: pontos fortes e fracos do SUV elétrico que chega por R$ 159 mil

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Icone de tempo Atualizado em 26/06/2026 | Icone de calendário Publicado em 26/06/2026 |

A GWM lançou no Brasil, em 23 de junho de 2026, o Ora 5, seu primeiro SUV compacto elétrico no país. Com preço de R$ 159.000 em versão única e autonomia de até 349 km medida pelo Inmetro, o modelo quer competir de frente com líderes a combustão como o Hyundai Creta, o Chevrolet Tracker e o Nissan Kicks. A proposta é ousada, e há razões reais para levar a sério.


Salve, motorista! Se você está de olho no mercado de elétricos, sabe que a oferta cresceu muito nos últimos dois anos. O Ora 5 chega numa faixa de preço em que a concorrência é direta com SUVs flex bem estabelecidos, e isso exige que o carro entregue mais do que apenas ausência de combustível. A GWM fez esse dever de casa em alguns pontos, mas ainda deixa perguntas no ar em outros.

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O que o Ora 5 tem de melhor

O conjunto elétrico é o ponto mais forte. O motor entrega 204 cv e 26,5 kgfm de torque, números superiores aos do próprio Ora 03 da marca. A bateria LFP Short-blade de segunda geração, com 58,3 kWh, suporta recarga rápida em corrente contínua de até 120 kW, o dobro do que o hatch anterior aceitava. Na prática, isso significa ir de 30% a 80% de carga em apenas 20 minutos, tempo de uma parada rápida numa estrada.

O tamanho também surpreende. Com 4.471 mm de comprimento, o Ora 5 é maior que um Jeep Compass (4.404 mm) e tem entre-eixos de 2.720 mm, o que se traduz em espaço interno generoso. O porta-malas comporta 362 litros e chega a 1.060 litros com os bancos rebatidos. A tecnologia V2L, que permite usar o carro como fonte de energia de até 6.000 W para aparelhos externos, é mais um diferencial que os rivais a combustão não oferecem.

No equipamento, a central multimídia de 14,6 polegadas com o sistema Coffee OS 3 reconhece mais de 300 comandos de voz por inteligência artificial. Há bancos dianteiros elétricos com ventilação e memória de posição para o motorista, câmera 540° com função de chassi transparente, seis airbags e pacote de assistência à condução ADAS 2+. O teto solar panorâmico de 1,65 m² vem de série em todas as unidades. A GWM também optou por manter botões físicos para as funções do ar-condicionado, algo cada vez mais raro nos elétricos chineses que chegam por aqui.

O que ainda deixa a desejar

O teto solar é grande, mas o vidro é fixo. Para quem espera ventilação natural ou quer abrir o teto num dia bonito, a decepção é garantida. A GWM claramente optou por não incluir esse recurso para manter o custo controlado, mas é perceptível para quem comparar com rivais na mesma faixa de preço.

O acabamento interno também fica abaixo do que o preço sugere. Há partes em plástico duro no painel, console e forros de porta, o que deixa a percepção de qualidade aquém dos irmãos mais caros da própria GWM. Algumas funções de faróis e controles secundários ficam enterradas na tela principal, o que pode incomodar no dia a dia de quem prefere acesso rápido sem precisar tirar os olhos da estrada.

A autonomia de 349 km pelo PBEV é competitiva para o segmento, mas em cidade com ar-condicionado ligado e trânsito pesado, é razoável esperar algo entre 280 e 310 km. Para quem roda muito em rodovias longas, a rede de carregadores rápidos no Brasil ainda é um fator limitante a considerar antes de fechar o pedido.

O que muda na documentação e no custo de manter um elétrico

Aqui entra o ponto que a maioria das análises ignora, mas que quem trabalha com documentação veicular todos os dias conhece bem. O Ora 5 chega ao Brasil como veículo importado, e o processo de primeiro emplacamento segue o fluxo padrão de concessionária: nota fiscal de venda com o número do chassis, e o revendedor cuida do emplacamento. Até aí, sem novidade.

O ponto de atenção real vem depois: o IPVA de veículos elétricos varia bastante de estado para estado. São Paulo aplica alíquota de 3% sobre o valor venal, enquanto estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro têm isenção total ou parcial para elétricos. Para um carro avaliado em R$ 159.000, essa diferença pode representar mais de R$ 4.700 por ano dependendo de onde você mora. Vale checar a legislação do seu estado antes de assinar o pedido, porque essa conta faz diferença no custo total de propriedade.

Numa transferência futura do veículo, o processo segue o fluxo de qualquer carro que troca de dono: DETRAN do estado do vendedor, pagamento do ITCMD ou ITBI conforme a legislação local, e atualização do CRLV. Para elétricos importados, alguns estados ainda têm particularidades no preenchimento do DUT (Documento Único de Transferência). Se você for comprar um Ora 5 seminovo no futuro, contar com um despachante evita retrabalho com documentação incompleta, principalmente em estados que ainda não uniformizaram o processo para EVs.

Como o Ora 5 fica na comparação com os rivais

A GWM posicionou o Ora 5 diretamente contra os SUVs flex líderes do mercado. No comparativo com o BYD Dolphin SE (R$ 159.990), o preço é praticamente o mesmo, mas o Ora 5 é maior e mais potente. Em relação ao BYD Yuan Pro, o porta-malas do Ora 5 leva 97 litros a mais. Já na comparação com os rivais a combustão, perde para o Hyundai Creta (422 litros) e o Honda WR-V (458 litros) no porta-malas.

O estepe temporário é um diferencial concreto. Boa parte dos elétricos que chegam ao Brasil vem só com kit de reparo de pneu, e quem já ficou na beira de uma estrada com um furo sabe o quanto isso complica, especialmente longe de uma assistência técnica. O Ora 5 vem com estepe de aro 17″, menor que as rodas originais de 18″, mas funcional numa emergência. Para um carro que se propõe a substituir um SUV flex no uso cotidiano, esse detalhe tem peso.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre o GWM Ora 5

Qual a autonomia real do GWM Ora 5?

A autonomia oficial pelo ciclo PBEV do Inmetro é de 349 km. Na prática, em uso urbano com ar-condicionado ligado e trânsito pesado, espere algo entre 280 e 310 km. Em rodovias com velocidade constante, os valores se aproximam mais da medição oficial.

O GWM Ora 5 tem carregamento rápido?

Sim. O Ora 5 aceita recarga em corrente contínua (DC) de até 120 kW, o que permite ir de 30% a 80% de carga em aproximadamente 20 minutos. Para recarga em corrente alternada (AC), o processo é mais lento e depende da potência disponível no ponto de carregamento.

O GWM Ora 5 paga IPVA?

Sim, mas a alíquota varia conforme o estado. Em São Paulo, elétricos pagam 3% sobre o valor venal. Em estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro, pode haver isenção total ou parcial. Consulte a legislação do seu estado antes de comprar, porque a diferença anual pode ser significativa num carro nessa faixa de preço.

O GWM Ora 5 vem com estepe?

Sim. Ao contrário de muitos elétricos que chegam ao Brasil só com kit de reparo de pneu, o Ora 5 vem com estepe temporário de aro 17″, com dimensões menores que as rodas originais de 18″. É uma solução de emergência, não definitiva, mas já resolve a situação em caso de furo na estrada.

Qual o preço do GWM Ora 5 no Brasil?

O GWM Ora 5 é vendido por R$ 159.000 em versão única. O preço o coloca próximo ao BYD Dolphin SE (R$ 159.990) e ligeiramente abaixo da versão mais acessível do VW T-Cross 200 TSI com foco PcD (R$ 161.490).

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