Imposto Seletivo, combustível e pedágio free flow: 5 mudanças que afetam motoristas até 2027

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Icone de tempo Atualizado em 10/10/2026 | Icone de calendário Publicado em 11/10/2026 |

O primeiro turno das eleições ficou para trás, mas o calendário de mudanças que afetam quem tem ou quer comprar um carro está bem cheio. Entre outubro e o início de 2027, cinco decisões pendentes ou medidas com data marcada devem mexer com o preço dos carros, dos combustíveis, dos pneus e com as multas de pedágio.

 
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Salve, motorista! Nem tudo aqui tem relação direta com as eleições. Mas em pelo menos dois casos, o segundo turno foi a justificativa oficial para adiar decisões que já deveriam estar resolvidas. O resultado é que montadoras, distribuidores e consumidores seguem tomando decisões sem saber exatamente quanto vai custar o próximo passo.

Quanto vai custar o Imposto Seletivo nos carros novos?

O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para incidir sobre produtos considerados prejudiciais ao meio ambiente, e os carros estão na lista. Diferente de um imposto único, a alíquota vai variar de modelo para modelo, levando em conta fatores como potência, eficiência energética, emissões de carbono e percentual de fabricação nacional.

O problema: ninguém sabe ainda quanto cada carro vai pagar. O governo pretendia publicar a medida provisória com as alíquotas a tempo de o imposto começar a valer em 1º de janeiro de 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o texto só sai depois do segundo turno. Com a regra da noventena (90 dias entre publicação e vigência), o imposto não vai mais entrar em janeiro. A estimativa da equipe econômica é que comece a incidir em fevereiro de 2027, com efeito na arrecadação a partir de março. O adiamento representa uma perda de R$ 3,8 bilhões em relação ao que estava previsto para o ano que vem.

 
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Para quem está pensando em comprar um carro zero, a incerteza é real. As montadoras também estão no escuro sobre quanto vão pagar de imposto nos modelos que já estão planejando para 2027. Os preços ainda não estão fechados.

O subsídio nos combustíveis vai continuar?

Em setembro, diante da alta internacional do petróleo, o governo reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina e zerou temporariamente a contribuição sobre o etanol hidratado. Esse benefício vencia em 9 de outubro. O governo precisa decidir entre prorrogar, criar outro mecanismo ou deixar a tributação voltar ao patamar anterior, o que tem efeito direto no preço que você paga no posto.

No diesel, a estratégia foi diferente: em vez de reduzir imposto, o governo criou uma subvenção econômica para produtores e importadores, com valor de referência fixado em R$ 2,12 por litro no fim de setembro. Essa política também é temporária. Qualquer mudança aqui tem efeito em cascata no preço do frete, dos alimentos e na inflação.

Pneus importados podem ficar mais caros

A alíquota de Imposto de Importação sobre pneus novos para carros de passeio está em 25% desde outubro de 2024, quando subiu de 16% como medida de proteção à indústria nacional. Agora a indústria quer mais: a Anip, associação que representa fabricantes instalados no Brasil, pede que o imposto suba para 35%. O pedido está em discussão desde junho e a reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Gecex) que deve decidir o assunto está marcada para 29 de outubro.

 
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Do outro lado, importadores argumentam que o aumento reduz a concorrência e encarece o produto final para o consumidor. Se a alíquota subir, quem troca pneu no mercado de reposição vai sentir no bolso.

Carros elétricos montados no Brasil perdem benefício fiscal em janeiro

Em julho, o governo abriu uma cota especial de US$ 463 milhões para importação com tarifa zero de veículos elétricos nos regimes CKD (carro chega desmontado e é montado no Brasil) e SKD (vem em conjuntos maiores, com menos etapas locais). Essa cota tem validade de seis meses e acaba no início de janeiro de 2027.

A partir daí, o Imposto de Importação para os CKD vai a 35%. Os SKD já chegaram a essa alíquota em julho. A questão para o consumidor é quanto disso vai ser absorvido pelas fabricantes e quanto vai aparecer no preço de tabela. Montadoras que ainda dependem de componentes importados precisam de tempo para estruturar cadeia local, e o prazo está se esgotando.

Pedágio free flow: multas voltam em 17 de novembro

Essa mudança tem data certa e afeta qualquer motorista que passe por rodovias com pedágio eletrônico do tipo free flow, aquele sem cabine física, em que o sistema lê a placa ou o transponder enquanto você segue em velocidade normal. Em 17 de novembro de 2026, termina o período excepcional criado pelo Contran para a transição do sistema.

Até 16 de novembro, ainda é possível regularizar tarifas em atraso abrangidas pela regra de transição sem as penalidades de trânsito pelo não pagamento. Depois dessa data, as multas voltam a ser aplicadas normalmente. Se você tem dúvida sobre passagens em aberto, vale verificar nas concessionárias das rodovias que você usa antes do prazo acabar.

Um ponto de atenção que quem trabalha com regularização de veículos vê com frequência: multas de pedágio não pagas vão para o Renainf e ficam vinculadas ao veículo, não ao condutor. Na prática, isso significa que elas aparecem como débito na hora de licenciar o carro e podem bloquear o processo. A situação é ainda mais comum em carros comprados de segunda mão, que chegam ao novo dono com passagens acumuladas do proprietário anterior. Se o prazo de novembro passar sem regularização, as penalidades começam a se acumular e o problema cresce, especialmente na próxima rodada de licenciamento.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre impostos e mudanças para motoristas em 2026

O que é o Imposto Seletivo e quando começa a valer para os carros?

O Imposto Seletivo é um tributo criado pela reforma tributária que vai incidir sobre produtos considerados prejudiciais ao meio ambiente, incluindo veículos. A alíquota varia de carro para carro, conforme potência, eficiência e emissões. Estava previsto para começar em 1º de janeiro de 2027, mas o adiamento na publicação das alíquotas deve empurrar a vigência para fevereiro de 2027.

O que acontece se eu não regularizar as tarifas do pedágio free flow antes de 17 de novembro?

A partir de 17 de novembro de 2026, termina o período de transição criado pelo Contran e as penalidades de trânsito pelo não pagamento voltam a ser aplicadas normalmente. Até 16 de novembro, ainda é possível regularizar passagens em atraso sem multa.

Multa de pedágio não paga pode bloquear o licenciamento do meu carro?

Sim. Multas de pedágio registradas no Renainf ficam vinculadas ao veículo. Na hora do licenciamento anual, elas aparecem como débito e precisam ser quitadas para que o processo seja concluído. Isso vale inclusive para débitos gerados por proprietários anteriores, no caso de carros comprados de segunda mão.

Os carros elétricos vão ficar mais caros em 2027?

É possível. A cota especial de importação com tarifa zero para veículos nos regimes CKD e SKD expira em janeiro de 2027. A partir daí, o Imposto de Importação para os CKD chega a 35%. Quanto disso vai ser repassado ao preço de tabela depende de cada fabricante.

O aumento no imposto sobre pneus importados já foi aprovado?

Ainda não. O pedido da Anip para elevar a alíquota de 25% para 35% está em análise e deve ser votado na reunião do Gecex marcada para 29 de outubro de 2026. Se aprovado, pneus importados de passeio ficam mais caros no mercado de reposição.

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