As 5 multas de trânsito mais comuns em 2026 e o que mudou na fiscalização
Se você acha que 2026 começou tranquilo no trânsito, prepare-se para uma surpresa: a fiscalização ficou mais rígida, novas regras entraram em vigor e algumas infrações que antes passavam despercebidas agora estão no centro do monitoramento. Conhecer as mudanças é a melhor forma de proteger o seu bolso, e a sua CNH.
Salve, motorista! A tabela de multas segue a mesma base de referência, mas o que mudou foi o nível de tolerância, especialmente para condutas que colocam vidas em risco.
Celular ao volante, buzina por impaciência e ciclomotores sem placa são alguns dos alvos prioritários da fiscalização neste ano. E vale lembrar: com a nova regra do Contran, a CNH pode ser suspensa a partir de 20 pontos acumulados, então cada infração pesa mais do que antes.
Quanto custa cada tipo de multa em 2026?
Os valores base das multas seguem divididos por gravidade. Entender essa tabela ajuda a calcular o tamanho do risco antes de qualquer comportamento no volante:
Mas atenção: algumas infrações gravíssimas têm fator multiplicador, o que pode triplicar o valor da multa. É o caso do excesso de velocidade acima de 50%, que chega a R$ 880,41. Ou seja, um segundo de pressa pode custar quase R$ 900 e ainda derrubar 7 pontos na sua carteira.
Quais são as 5 infrações mais aplicadas em 2026?
1. Excesso de velocidade
Segue sendo campeã de autuações no Brasil. Qualquer velocidade acima do limite já configura infração, mas ultrapassar em mais de 50% da velocidade máxima permitida é gravíssima com fator multiplicador de 3x, totalizando R$ 880,41 e 7 pontos na CNH. Respeite os limites indicados nas placas, e nas rodovias federais, verifique sempre a sinalização antes de pressionar o acelerador.
2. Uso de celular ao volante
A grande virada de 2026. A legislação agora equipara o uso do celular ao volante, com o veículo em movimento, à gravidade de dirigir sob efeito de álcool. Tolerância zero. A punição segue em 7 pontos na CNH e a fiscalização ficou significativamente mais rigorosa. Se precisar mexer no celular, pare o carro em local seguro. Não existe mensagem urgente o suficiente para valer o risco.
3. Uso indevido da buzina
Desde 3 de janeiro de 2026, a buzina por impaciência virou alvo prioritário das autoridades. Usar a buzina de forma prolongada, repetida ou em locais proibidos como hospitais, escolas e igrejas gera multa de R$ 88,38 e 3 pontos na carteira. A buzina existe para alertar situações de perigo, e não para extravasar a frustração no trânsito. Use com moderação.
4. Estacionamento irregular e tráfego em faixa exclusiva
Nas grandes cidades, essas duas infrações continuam subindo nos rankings de autuação. Estacionar em local proibido e invadir faixas exclusivas de ônibus são condutas tratadas como estratégicas para a fluidez do transporte coletivo, e por isso ficam cada vez mais no radar da fiscalização. Antes de parar o carro, cheque a sinalização ao redor. Segundos de atenção evitam uma multa que pode chegar a R$ 293,47 dependendo do local.
5. Ciclomotores (as “cinquentinhas”) sem registro
A partir de 1º de janeiro de 2026, os ciclomotores, aquelas motos de pequeno porte com motor de até 50 cc, passaram a exigir registro obrigatório no Renavam e emplacamento. Circular sem placa ou em locais proibidos como calçadas e ciclovias é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47. Se você tem uma cinquentinha, regularize agora para não ser pego de surpresa.
O que mudou de verdade na fiscalização este ano?
Além das novas regras específicas, o clima geral de 2026 é de menos tolerância para condutas que colocam pedestres e outros motoristas em risco.
O celular ao volante, a velocidade excessiva e o desrespeito às faixas exclusivas estão no topo da lista de prioridades das autoridades de trânsito em todo o país.
Há ainda projetos de lei em tramitação que podem elevar as punições para ultrapassagens perigosas a quase R$ 3.000. Enquanto não viram lei, os valores atuais já são pesados o suficiente para fazer qualquer um repensar um comportamento imprudente no volante.
Vale lembrar também que, com a nova regra do Contran em vigor desde 2026, a CNH pode ser suspensa a partir de 20 pontos acumulados em 12 meses, e não mais 40.
Isso significa que duas infrações gravíssimas já colocam você na zona de risco. Ficar de olho no saldo de pontos virou questão de sobrevivência para quem precisa do carro no dia a dia.
Como se proteger das multas em 2026?
- Mantenha o celular no bolso ou use suporte com viva-voz, nunca segure o aparelho com o veículo em movimento
- Respeite os limites de velocidade, especialmente em rodovias com câmeras de monitoramento
- Verifique a sinalização antes de estacionar ou entrar em uma faixa
- Se tiver uma cinquentinha, providencie o Renavam e o emplacamento agora
- Consulte regularmente seu extrato de pontos no portal do Detran do seu estado
A fiscalização está mais ativa, mas a melhor defesa continua sendo a mesma de sempre: dirigir com atenção, respeitar as regras e lembrar que o trânsito é um espaço compartilhado. Simples assim.
Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:
Perguntas frequentes sobre multas de trânsito em 2026
Os valores seguem a tabela por gravidade: infração leve custa R$ 88,38 (3 pontos), média R$ 130,16 (4 pontos), grave R$ 195,23 (5 pontos) e gravíssima R$ 293,47 (7 pontos). Algumas infrações gravíssimas, como excesso de velocidade acima de 50%, têm fator multiplicador de 3x, chegando a R$ 880,41.
A legislação de 2026 equiparou a gravidade das duas condutas. O uso do celular com o veículo em movimento passou a ser tratado com tolerância zero, assim como a embriaguez ao volante, com punição de 7 pontos na CNH e fiscalização mais rigorosa em todo o país.
Desde 1º de janeiro de 2026, os ciclomotores precisam ter registro no Renavam e emplacamento obrigatório. Circular sem placa ou em locais proibidos como calçadas e ciclovias é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47.
Com a nova regra do Contran, a CNH pode ser suspensa a partir de 20 pontos acumulados em 12 meses, e não mais 40 como era antes. Duas infrações gravíssimas já somam 14 pontos, colocando o motorista em zona de risco.
Sim. Desde 3 de janeiro de 2026, o uso da buzina por irritação ou impaciência é alvo prioritário da fiscalização. Buzinar de forma prolongada, repetida ou em locais proibidos gera multa de R$ 88,38 e 3 pontos na CNH.
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