Move Brasil amplia financiamento para 84 meses e teto de R$ 200 mil
O Conselho Monetário Nacional aprovou, nesta semana, a extensão do prazo máximo de financiamento do Move Brasil: de 72 para 84 meses, ou seja, sete anos de parcelamento. O teto de preço dos veículos elegíveis também subiu, de R$ 150 mil para R$ 200 mil. Para taxistas e motoristas de aplicativo inscritos no programa, isso significa parcelas menores e acesso a uma lista bem maior de modelos.
Salve, motorista! Se você dirige para Uber, 99, InDriver ou qualquer outra plataforma, o Move Brasil continua sendo o financiamento mais barato para trocar de carro que você vai encontrar no mercado. A ampliação de agosto coloca novos modelos dentro do critério de preço e reduz a prestação para quem precisava de um carnê mais leve para fechar a conta.
Como ficam os juros com 84 meses?
O diferencial do Move Brasil nunca foi o prazo em si, mas os juros. Enquanto um financiamento convencional cobra em média 28% ao ano, o programa trabalha com taxas bem menores: 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens nas condições divulgadas pela Caixa, o que representa aproximadamente 11,5% e 12,6% ao ano, respectivamente.
Alongar para 84 meses reduz a parcela mensal e facilita a comprovação de capacidade de pagamento na análise do banco. Mas vale o alerta: sete anos pagando pelo mesmo carro é tempo suficiente para o veículo depreciar bastante enquanto o financiamento ainda está em aberto. Não é necessariamente uma má escolha, mas exige planejamento antes de assinar. O programa permite ainda até seis meses de carência para o pagamento do principal, embora os juros continuem correndo durante esse período.
Quais carros entram no programa com o novo teto?
Com o limite anterior de R$ 150 mil, o programa cobria cerca de 63% dos veículos elegíveis. Com o novo teto de R$ 200 mil, esse percentual sobe para aproximadamente 88%, colocando mais 486 mil veículos dentro do critério de preço.
A lista atualizada pelo Ministério do Desenvolvimento já inclui elétricos e híbridos que ganharam destaque no mercado: BYD Dolphin, Dolphin Mini, King, Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2, além de GAC Aion UT, Aion ES, Aion Y e GS4. O Chevrolet Captiva EV também entrou na relação, junto com modelos convencionais produzidos no Brasil. O BYD Atto 2, SUV compacto híbrido flex, tem chegada às concessionárias prevista para setembro de 2026.
Um detalhe que passa batido: o programa financia apenas veículos novos. Há previsão de incluir seminovos fabricados a partir de 2024, mas essa modalidade ainda não foi regulamentada. Quem quiser aproveitar o Move Brasil agora precisa buscar um zero-quilômetro que esteja na lista oficial do MDIC.
Quem tem direito ao Move Brasil?
O programa é exclusivo para profissionais do transporte individual remunerado. Para taxistas, é necessário estar devidamente registrado e com situação ativa. Para motoristas de aplicativo, as exigências são um pouco maiores: cadastro ativo por pelo menos 12 meses e comprovação de no mínimo 100 corridas realizadas no período pela mesma plataforma. Cooperativas de taxistas também podem participar.
O processo começa na plataforma oficial do Move Brasil. O governo confirma em até cinco dias úteis se o profissional está apto. Depois disso, é preciso procurar uma concessionária e uma instituição financeira participante para solicitar o crédito. Estar apto no programa não garante aprovação automática: o banco faz sua própria análise de crédito e capacidade de pagamento.
O que preparar antes de ir ao banco
Quem trabalha com documentação de veículo todo dia sabe que a burocracia costuma travar o processo antes mesmo de o motorista chegar à concessionária. Alguns pontos que merecem atenção:
Regularize o CPF antes de dar entrada. Restrições cadastrais estão entre os principais motivos de reprovação no programa. Pendências no Serasa ou na Receita Federal precisam estar resolvidas antes de qualquer solicitação.
Junte a documentação de atividade com antecedência. Comprovante de corridas e registros da plataforma são exigidos. Uber, 99 e similares permitem exportar esses dados pelo próprio aplicativo ou pelo suporte. Quanto mais organizado estiver o dossiê, menos idas e vindas ao banco.
Confirme o novo limite com o atendente. Em agosto de 2026, a Caixa e outros bancos participantes ainda exibiam o teto antigo de R$ 150 mil e o prazo de 72 meses nos seus sistemas. A nova regulamentação acabou de entrar em vigor e as instituições levam alguns dias para atualizar. Se o atendente citar os valores antigos, peça a atualização antes de assinar qualquer proposta.
O programa ainda tem fôlego: dos R$ 30 bilhões reservados, apenas cerca de R$ 3,55 bilhões foram liberados até meados de agosto de 2026, o equivalente a aproximadamente 12% do total. Não há risco imediato de esgotamento de verba, mas as condições do programa podem mudar, então quem está elegível não precisa esperar.
Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:
Perguntas frequentes sobre o Move Brasil
Não. Uma das exigências do programa é que o motorista de aplicativo tenha cadastro ativo por pelo menos 12 meses e comprove ao menos 100 corridas realizadas no período pela mesma plataforma. Taxistas com registro ativo não têm essa restrição de tempo mínimo.
Sim, por enquanto. Existe previsão de incluir seminovos fabricados a partir de 2024, mas essa modalidade ainda não foi regulamentada. Quem quiser aproveitar o programa hoje precisa comprar um veículo zero-quilômetro que esteja na lista oficial do MDIC.
Não. A aprovação no programa confirma que o profissional atende aos critérios de elegibilidade, mas o banco participante faz uma análise de crédito separada, avaliando renda, histórico e capacidade de pagamento. É possível estar apto no programa e ter o financiamento negado pelo banco.
É expressiva. O financiamento convencional de veículos cobra em média 28% ao ano. No Move Brasil, as taxas divulgadas pela Caixa partem de 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens, o que representa cerca de 11,5% e 12,6% ao ano, respectivamente.
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