Cabos de eletropostos furtados em 30 segundos: o que está sendo feito para proteger os carregadores elétricos no Brasil

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Icone de tempo Atualizado em 02/09/2026 | Icone de calendário Publicado em 02/09/2026 |

Criminosos estão cortando os cabos de carregadores elétricos em menos de meio minuto, atraídos pelo valor do cobre no mercado clandestino de sucatas. O resultado direto: eletropostos fora de operação e motoristas que contavam com aquela recarga ficando sem opção, sem aviso.

 
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Salve, motorista! Casos foram registrados recentemente em Curitiba, Florianópolis e Brasília, mas o problema se espalha junto com a infraestrutura de recarga pelo país. Com a frota de elétricos e híbridos plug-in crescendo, a equação é simples: mais eletropostos instalados significam mais alvos. A boa notícia é que soluções já estão sendo aplicadas no Brasil, e algumas vindas do exterior chamam atenção pela criatividade.

Como funciona o furto e por que é tão difícil evitar

O cabo de carregamento de um eletroposto tem cobre suficiente para valer dinheiro em ferro-velho clandestino. E a logística do crime é assustadoramente simples: com poucas ferramentas, um criminoso corta a fiação em menos de 30 segundos. Não precisa de força, de conhecimento técnico ou de muito tempo. Equipamentos instalados em estacionamentos, calçadas e áreas externas ficam expostos sem vigilância constante, o que facilita a ação.

O prejuízo vai além do cabo em si. O gestor do ponto perde receita enquanto o equipamento fica parado. O estabelecimento parceiro, seja um shopping, posto ou centro comercial, fica com a reputação arranhada. E o motorista que planejou carregar o carro ali chega num carregador inoperante, sem alternativa imediata.

 
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O que já está sendo feito no Brasil para proteger os eletropostos

Segundo Arthur Carrão, CEO da Recharge Brasil, empresa de engenharia e eletromobilidade, as operadoras já estão adaptando os equipamentos. As soluções em uso por aqui incluem revestimento do cabeamento com cabos de aço ou malhas fixadas à estrutura do carregador, dificultando o corte, e compartimentos protegidos que só abrem quando o cliente libera o acesso via QR Code. Câmeras de monitoramento 24 horas e agentes de segurança presenciais completam o cardápio de medidas.

Essas adaptações não são baratas, e boa parte dos eletropostos mais antigos ainda opera sem elas. A modernização está acontecendo, mas de forma gradual e desigual dependendo da cidade e da operadora.

A solução que tinge o ladrão: tecnologia europeia chama atenção

Fora do Brasil, a empresa finlandesa Kempower desenvolveu uma resposta mais drástica: se um cabo for violado, o sistema dispara automaticamente um fluido transparente e inofensivo sobre o criminoso. A substância impregna na pele e nas roupas por vários dias e fica visível sob luz ultravioleta, permitindo que as forças policiais identifiquem o suspeito mesmo após o criminoso deixar o local.

É basicamente a mesma tecnologia de marcação usada em cofres e joalherias, adaptada para carregadores elétricos. Ainda não há previsão de chegada ao Brasil, mas o conceito já despertou interesse no setor de eletromobilidade.

 
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O que muda na prática para quem tem elétrico ou híbrido plug-in

Quem trabalha com veículos no dia a dia já percebeu que o motorista de elétrico ou híbrido plug-in ainda não tem o mesmo reflexo do motorista de combustão: verificar o eletroposto antes de sair, não depois de já estar com a bateria baixa. Um carregador que funcionava ontem pode estar fora do ar hoje, seja por furto, manutenção ou simples falha técnica.

A dica prática é clara: use os aplicativos das operadoras de recarga para checar o status em tempo real antes de depender de um ponto específico. E em viagens mais longas, mapeie pelo menos uma alternativa de recarga no caminho. Depender de um único eletroposto sem plano B é o tipo de aposta que pode deixar o carro parado no acostamento.

Se você está pensando em comprar um elétrico, checar a densidade e a reputação dos eletropostos na sua rotina antes de fechar negócio é um passo que muita gente pula, mas que faz diferença real no dia a dia.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre furto de cabos em eletropostos

Por que os cabos de carregadores elétricos são alvo de furto?

O principal motivo é o valor do cobre no mercado clandestino de sucatas. Cabos de eletropostos contêm quantidade relevante do metal, e a ação é rápida: menos de 30 segundos com ferramentas simples, sem precisar de conhecimento técnico.

Como saber se um eletroposto está funcionando antes de sair de casa?

A maioria das operadoras de recarga tem aplicativos com status em tempo real dos pontos da rede. Antes de depender de um carregador específico, especialmente em viagens, vale checar o app da operadora correspondente e ter uma alternativa mapeada.

Os eletropostos no Brasil já têm proteção contra furto?

Alguns já adotam revestimento com cabo de aço e compartimentos que só abrem via QR Code. Mas a modernização não é uniforme: muitos pontos mais antigos ainda operam sem proteção física reforçada.

O que é o fluido anti-furto da Kempower?

É uma substância transparente e inofensiva liberada automaticamente quando o cabo é violado. O líquido impregna na pele e nas roupas por vários dias e fica visível sob luz ultravioleta, facilitando a identificação do suspeito pela polícia. A tecnologia é da empresa finlandesa Kempower e ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.

Quem arca com o custo do cabo furtado?

O custo de reposição fica com o operador do eletroposto, que além de pagar pela peça ainda perde receita enquanto o ponto está inoperante. Para o motorista, o impacto é indireto: menos opções de recarga disponíveis até o reparo ser concluído.

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