Move Brasil também financia acessórios de segurança: veja a lista completa e o que vale incluir no contrato

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O programa Move Brasil tem uma regra que passou despercebida para muita gente. Além dos carros com condições especiais para taxistas e motoristas de aplicativo, o financiamento também pode incluir uma lista de equipamentos de segurança veicular. Esses itens podem representar até 10% do valor total financiado, o que, dependendo do modelo escolhido, dá um espaço razoável para montar o carro com o que você realmente precisa.


Salve, motorista! Se você está planejando usar o Move Brasil para trocar de carro, essa informação muda o cálculo. Em vez de financiar só o veículo e depois tirar dinheiro do bolso para instalar um rastreador ou uma câmera, dá para incluir esses itens direto no contrato com o banco. A lista foi publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e vai de travas simples até soluções de monitoramento de frota.

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O que entra na lista de equipamentos financiáveis?

A relação de itens é longa e mistura categorias bem diferentes. No grupo de antifurto, entram alarmes, bloqueadores veiculares, imobilizadores eletrônicos, trava de volante, trava de câmbio, trava de roda, trava de pedal, trava de tanque, trava de estepe, porcas antifurto para rodas e chave codificada. São equipamentos simples, conhecidos, e que qualquer instalador credenciado consegue colocar.

No grupo de monitoramento, aparecem câmeras embarcadas (dashcam frontal e interna), rastreador veicular com GPS, geofencing, sensor de abertura de portas, telemetria embarcada, registro eletrônico de eventos e conectividade com central de monitoramento. Também entram películas de segurança para vidros, fechaduras e cadeados reforçados, barras de proteção, cofres embarcados, controle remoto de bloqueio, leitor RFID/NFC e reconhecimento facial ou biometria.

Um item que chama atenção é a divisória de segurança entre os bancos dianteiros e traseiros, chamada de “taxi partition”. É aquela separação que você vê nos táxis de Nova York e Londres. No Brasil, praticamente sumiu depois de alguns anos, mas consta oficialmente na lista do MDIC como bem financiável.

O que vale a pena incluir no financiamento, na prática?

Aqui é onde a lista começa a ter filtros naturais. Para quem está comprando um carro mais em conta, como um Fiat Mobi ou um Renault Kwid, financiar telemetria embarcada ou um sistema de geofencing não faz muito sentido. Esses recursos são mais comuns em operações de frota, com vários veículos para gerenciar.

Para o motorista individual, os itens com melhor custo-benefício costumam ser o rastreador veicular com GPS, as câmeras embarcadas (cada vez mais comuns e úteis para resolver conflitos com passageiros), películas de segurança para vidros e algum sistema de antifurto mais robusto do que o alarme de fábrica. Se o veículo vai rodar muito à noite ou em regiões com alto índice de roubo, um bloqueador veicular conectado a uma central de monitoramento também entra nessa conta.

O limite de 10% do valor financiado raramente vai ser um problema para esse conjunto. Num carro de R$ 70 mil, você tem até R$ 7 mil disponíveis para acessórios, o que cobre bastante coisa com folga.

O que um despachante experiente observa nessa hora

Quem trabalha com documentação de veículos todos os dias sabe que a fase mais negligenciada de qualquer compra financiada é a conferência do contrato antes da assinatura. O programa Move Brasil exige que os equipamentos estejam listados e descritos no contrato de financiamento junto com o veículo. Se você combinou verbalmente com o vendedor e nada foi registrado, não existe garantia de que esses itens vão entrar no crédito.

Outra atenção: o banco analisa o crédito do carro e dos acessórios em conjunto. Se a sua análise de crédito for apertada, incluir R$ 6 mil em equipamentos pode fazer diferença na aprovação. Vale conversar com o gerente antes de montar a lista, não depois.

E uma última observação prática: os equipamentos precisam ser instalados por empresas credenciadas. Não dá para comprar uma trava de volante no mercado livre e pedir reembolso pelo financiamento. Verifique quais instaladores a concessionária ou o banco credenciado indicam antes de fechar o contrato.

Como funciona o processo para acessar o Move Brasil

Para motoristas de aplicativo, os requisitos são pelo menos 12 meses de registro ativo na plataforma e mínimo de 100 corridas completadas nesse período, todas na mesma empresa. Para taxistas e motoristas de cooperativas, a exigência é estar com licenças, registros e regularidade fiscal em dia junto aos órgãos de trânsito locais.

O processo começa pelo portal gov.br/movebrasil, onde você autoriza o compartilhamento dos dados necessários para a verificação de elegibilidade. A resposta chega na caixa postal do gov.br em até cinco dias úteis, com validação automática feita pelas plataformas de app ou pela Receita Federal. Com a habilitação confirmada, o próximo passo é ir até uma das instituições financeiras credenciadas para iniciar a análise de crédito, já com o modelo do carro e os acessórios definidos.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre o Move Brasil e acessórios de segurança

É possível financiar acessórios sem financiar o carro pelo Move Brasil?

Não. Os equipamentos de segurança só podem ser incluídos junto com o financiamento do veículo dentro do programa. O crédito para acessórios não existe de forma isolada no Move Brasil.

Qual é o limite de valor para os acessórios no Move Brasil?

Os equipamentos de segurança podem representar até 10% do valor total financiado. Se o carro custar R$ 80 mil, o limite para acessórios é de R$ 8 mil dentro do mesmo contrato.

Qualquer loja pode instalar os equipamentos financiados pelo Move Brasil?

Não necessariamente. Os equipamentos precisam ser instalados por empresas credenciadas. Confirme com o banco ou a concessionária quais instaladores são aceitos antes de fechar o contrato.

Qual é o prazo para receber a confirmação de elegibilidade no Move Brasil?

Após o cadastro no portal gov.br/movebrasil e a autorização de compartilhamento de dados, a resposta chega na caixa postal do gov.br em até cinco dias úteis.

Motorista de aplicativo que trabalha em mais de uma plataforma pode usar o Move Brasil?

Sim, mas as 100 corridas mínimas exigidas devem ter sido realizadas na mesma empresa dentro dos 12 meses de registro. Corridas distribuídas entre plataformas diferentes não somam para esse requisito.

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