Recall Jeep: mais de 1 milhão de Wrangler e Gladiator têm risco de incêndio mesmo desligados, e o Brasil ainda não entrou na lista
A Jeep convocou nos Estados Unidos mais de 1 milhão de unidades de Wrangler e Gladiator com ano-modelo entre 2021 e 2025 por risco de incêndio no cofre do motor. O ponto que chama atenção: o fogo pode começar mesmo com o carro completamente desligado. Por enquanto, o Brasil não está incluído no recall, mas a situação merece acompanhamento de quem tem esses modelos por aqui.
Salve, motorista! A recomendação oficial da Stellantis é que os donos dos veículos afetados nos EUA estacionem os carros ao ar livre e longe de edificações até que a inspeção seja feita.
Não é medida de praxe. O problema está em um conector da bomba eletro-hidráulica da direção assistida, que pode acumular calor mesmo depois da ignição desligada e, em casos extremos, iniciar um incêndio. A falha foi confirmada pela fabricante apenas em abril de 2026, depois de quase três anos de investigação interna.
O que está causando o problema?
O defeito foi identificado em um conector da bomba eletro-hidráulica da direção assistida. O componente apresenta uma falha dimensional de fabricação que compromete o contato elétrico, aumenta a resistência no circuito e provoca superaquecimento. Em situações mais graves, os terminais derretem e fluidos próximos podem ser inflamados.
O aspecto mais incomum é que o risco persiste após o desligamento do veículo. A bomba é desativada junto com a ignição, mas o calor acumulado durante o uso pode continuar agindo na conexão defeituosa por algum tempo. Foi essa característica que levou a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), a autoridade regulatória americana, a classificar o recall como situação de risco relevante.
A Stellantis reconhece ao menos 47 ocorrências de superaquecimento ou derretimento de conectores até março de 2026. Já a NHTSA contabilizou cerca de 51 casos de incêndio e um ferimento associado ao defeito. Não há registros de mortes. A própria fabricante estima que apenas cerca de 0,1% da frota afetada apresente o problema de fato, mas o volume total de veículos torna o número absoluto alto demais para ignorar.
Quais Wrangler e Gladiator estão no recall?
O recall abrange 1.076.999 unidades nos EUA, sendo aproximadamente 787.900 Wrangler e 289.100 Gladiator com ano-modelo entre 2021 e 2025. Todas as versões estão incluídas, independentemente da motorização, câmbio ou acabamento, do quatro-cilindros 2.0 turbo até o V8 Hemi do Wrangler 392.
Mas nem todos os exemplares desses anos estão sujeitos à falha. Wrangler fabricados antes de 24 de junho de 2020 e Gladiator montados antes de 18 de agosto de 2020 usavam uma configuração diferente da bomba e ficam fora do recall. Da mesma forma, veículos produzidos após 2 de dezembro de 2024 já saíram de fábrica com os componentes corrigidos e também não precisam de reparo.
O dono pode perceber sinais antes de qualquer dano mais sério. A perda da assistência da direção e o acendimento da mensagem “Service Power Steering” no painel são os principais alertas. Se um desses indicadores aparecer, procure uma concessionária imediatamente. Até lá, estacione ao ar livre, longe de garagens fechadas e estruturas.
E no Brasil?
Até o momento, a Stellantis não anunciou campanha de recall para o mercado brasileiro. Os volumes por aqui são bem menores: entre 2021 e 2025, foram emplacadas apenas 588 unidades do Wrangler e 801 unidades do Gladiator no país, segundo dados da Senatran. Ambas as versões vendidas no Brasil, o Wrangler Rubicon 2.0L Turbo e o Gladiator Rubicon V6 3.6, têm preço de tabela de R$ 529.990.
O “por enquanto” tem peso aqui. A Stellantis estimou que mais de 254 mil veículos serão convocados em outros países além dos EUA. O Brasil pode entrar nessa lista. Donos de Wrangler e Gladiator no país devem acompanhar os comunicados da Jeep Brasil nos próximos meses, especialmente depois que as cartas de notificação aos proprietários americanos começarem a ser enviadas em julho de 2026.
O que fazer se o recall chegar ao Brasil
Recall é um dos temas que mais geram dúvida entre motoristas. A pergunta mais comum: “Sou obrigado a fazer o reparo?” Sim. Recall é convocação legal. A montadora corrige o defeito sem custo para o proprietário, e o motorista que ignora a convocação pode ter dificuldades para vender o veículo no futuro, já que o recall pendente fica registrado no histórico do carro.
Para checar se o seu veículo tem recall aberto no Brasil, o caminho mais direto é o portal do Senatran ou o site da própria montadora, inserindo o número de chassi (VIN). A consulta é gratuita e não exige nenhum intermediário. Se você quiser centralizar tudo de uma vez, incluindo verificação de IPVA, licenciamento e pendências do veículo, um despachante profissional resolve em uma tacada e ainda identifica qualquer irregularidade que você pode não ter notado.
O recall da Jeep nos EUA serve de lembrete direto: veículo caro não está imune a defeito sério. Consultar o histórico de recalls do seu carro ao menos uma vez por ano é simples e gratuito. Pode evitar uma situação bem mais complicada.
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Perguntas frequentes sobre o recall Jeep Wrangler e Gladiator
Ainda não. Até junho de 2026, a Stellantis não anunciou campanha de recall para Wrangler e Gladiator no Brasil. A convocação, por enquanto, é restrita aos EUA. Mas a fabricante estimou que mais de 254 mil veículos serão convocados em outros países, e o Brasil pode ser incluído nos próximos meses.
O recall abrange modelos com ano-modelo entre 2021 e 2025. Ficam fora da campanha os Wrangler fabricados antes de 24 de junho de 2020, os Gladiator montados antes de 18 de agosto de 2020 e os veículos produzidos após 2 de dezembro de 2024, que já saíram de fábrica com os componentes corrigidos.
Procure uma concessionária Jeep o mais rápido possível. Enquanto isso, estacione o veículo ao ar livre, longe de garagens fechadas ou estruturas. Esse alerta pode indicar superaquecimento no sistema de direção assistida, que é exatamente o componente com defeito identificado no recall.
Não. Recall é convocação legal e o reparo é sempre gratuito. A montadora substitui as peças defeituosas sem cobrar nada do dono do veículo. O motorista precisa apenas agendar a visita à concessionária autorizada quando receber a notificação.
Acesse o portal do Senatran ou o site da montadora do seu veículo e insira o número de chassi (VIN). A consulta é gratuita. Alguns fabricantes também permitem a verificação diretamente pelo site oficial com o número da placa.
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