SUVs mais roubados de São Paulo em 2026: Jeep Renegade lidera ranking

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Icone de tempo Atualizado em 07/07/2026 | Icone de calendário Publicado em 07/07/2026 |

No primeiro quadrimestre de 2026, 2.874 SUVs foram roubados ou furtados só na Grande São Paulo, um aumento de 5,66% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Jeep Renegade voltou ao topo da lista, com 345 ocorrências, seguido pelo Nissan Kicks e pelo Jeep Compass. Se você tem um desses modelos ou está pensando em comprar, os dados dizem coisas que valem a pena saber.


Salve, motorista! SUVs dominam o mercado de novos e usados no Brasil há anos, e isso tem um efeito colateral que pouca gente pensa na hora da compra: modelos populares viram alvo. Não porque os criminosos gostam de tendências, mas porque peças de SUVs com alta demanda têm mais valor no mercado ilegal, e a oferta de veículos para roubar é maior. Os dados são de um levantamento da Ituran, empresa de monitoramento de automóveis, com base nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

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O ranking dos SUVs mais visados em 2026

O Jeep Renegade lidera com 345 ocorrências no primeiro quadrimestre. Logo atrás vem o Nissan Kicks, com 332 casos, e o Jeep Compass fecha o pódio com 314 registros. O Honda HR-V aparece em quarto, com 274 ocorrências, e o Hyundai Tucson fecha o top 5 com 136 casos.

Repare que o topo da lista é praticamente o topo das vendas dos últimos anos. Isso não é coincidência. Quadrilhas especializadas em desmanche trabalham com demanda: quanto mais um modelo circula, mais oficinas buscam suas peças no mercado paralelo. Comprar o carro da moda, portanto, tem esse outro custo que não aparece na tabela FIPE.

Por que SUVs de até 10 anos são o alvo preferido das quadrilhas

Dos 2.874 veículos levados, 1.136 tinham até 10 anos de uso. O destino principal não é clonagem para revenda nem exportação: é o desmanche. Peças de SUVs nessa faixa de idade têm alta procura justamente porque são os anos em que esses carros saem da garantia de fábrica e passam a precisar de manutenção mais intensa, com os donos buscando alternativas mais baratas às concessionárias.

Se você tem um Renegade 2018 ou um Compass 2020, o seu carro está exatamente na faixa de interesse das quadrilhas. Isso não significa que você vai ser vítima, mas significa que seguro e rastreador deixam de ser opcionais e passam a ser parte do custo real de ter esse veículo.

Furto ou roubo? A diferença muda tudo

88,8% dos casos são furtos, ou seja, o carro é levado enquanto está estacionado, sem nenhum contato com o dono. Apenas 11,2% são roubos a mão armada. A maioria das vítimas só percebe a perda quando vai buscar o veículo.

O método mais comum é o bypass eletrônico de chaves presenciais, geralmente executado à noite. Quadrilhas chegam com equipamentos específicos para cada modelo, copiam o sinal da chave inteligente e partem com o veículo em minutos. Guardar a chave longe da porta de entrada, de preferência dentro de uma bolsa bloqueadora de sinal, já reduz bastante a exposição.

Na capital paulista, a Vila Mariana passou a liderar os registros, com 115 ocorrências, superando o Tatuapé. O pódio é completado por Ipiranga (94 casos) e São Lucas (86). Fora da capital, São Bernardo do Campo, Santo André e Guarulhos concentram o maior volume.

O que um despachante recomenda para quem compra SUV usado

Aqui entra o lado da história que quase ninguém conta na hora da compra: SUVs com histórico de roubo ou furto seguido de recuperação circulam normalmente no mercado, e isso pode ser um problema sério para o comprador desavisado.

Quem trabalha com documentação de veículo todo dia sabe que consultar só a placa não basta. O correto é verificar o número do chassi diretamente no Detran, cruzar com os dados do RENAVAM e checar se há bloqueios ou pendências administrativas. Veículo recuperado de roubo e não regularizado pode ter restrição que impede transferência, pagamento de IPVA e até circulação. O comprador, nesse caso, fica preso com um problema que não era dele, mas que passa a ser no momento em que assina o contrato.

Se você está negociando um SUV usado que bate com o ranking acima, consultar um despachante antes de fechar o negócio é a decisão mais barata que você pode tomar. A verificação completa leva pouco tempo e custa muito menos do que descobrir depois da compra que o carro tem irregularidade registrada.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre SUVs roubados em São Paulo

O que fazer se meu SUV for roubado ou furtado em São Paulo?

Registre o boletim de ocorrência o mais rápido possível e comunique a seguradora, se houver apólice ativa. Depois, procure o Detran para comunicar o sinistro e evitar que o veículo gere débitos ou infrações no seu nome enquanto estiver com terceiros. Um despachante pode orientar e agilizar esse processo de comunicação junto aos órgãos competentes.

Como verificar se um SUV usado tem histórico de roubo antes de comprar?

Consulte o número do chassi diretamente no site do Detran do estado de origem do veículo e verifique o histórico no RENAVAM. Além da placa, o chassi é o dado mais importante: um carro recuperado de roubo que não passou pela regularização adequada pode ter restrições que impedem transferência e licenciamento. Um despachante faz essa verificação completa antes do negócio ser fechado.

Rastreador ajuda a recuperar o veículo em caso de furto?

Sim, especialmente nos furtos eletrônicos, em que o carro é levado enquanto está estacionado. Rastreadores com monitoramento ativo permitem que a empresa localize o veículo em tempo real e acione as autoridades. A taxa de recuperação de veículos com rastreador é significativamente maior do que sem ele.

Os dados do ranking valem só para São Paulo ou para outros estados também?

O levantamento da Ituran cobre a região metropolitana de São Paulo com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública estadual. Outros estados têm suas próprias estatísticas, mas os modelos mais visados tendem a coincidir com os mais vendidos em cada região, já que o desmanche responde à demanda local por peças.

O seguro cobre furto eletrônico por bypass de chave presencial?

Depende da apólice, mas a maioria dos seguros compreensivos cobre furto independentemente do método usado. O ponto de atenção está na franquia e nas exigências de rastreador: algumas seguradoras exigem rastreador instalado para cobrir modelos de alto risco, como os que aparecem no topo desse ranking. Leia o contrato com atenção antes de contratar.

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