Óculos inteligentes ao volante: projeto na Câmara prevê infração gravíssima, multa triplicada e suspensão de CNH

0
/ 5
(0)
Icone de tempo Atualizado em 26/06/2026 | Icone de calendário Publicado em 26/06/2026 |

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, em 25 de junho de 2026, um projeto de lei que regula o uso de óculos inteligentes no trânsito brasileiro. Quem usar o dispositivo fora das regras poderá responder por infração gravíssima, com multa triplicada e suspensão da CNH.

App Dok no celular
Grátis para iOS e
Android
O copiloto do motorista brasileiro
Disponível na
App Store
Disponível no
Google Play

Salve, motorista! Óculos com câmera integrada, navegação por voz e funções conectadas, como os modelos da Meta (Ray-Ban), viraram item de desejo em 2025 e seguem crescendo em popularidade no Brasil. O problema é que o Código de Trânsito Brasileiro não previa esse tipo de equipamento, criando uma zona cinzenta que deixa o motorista sem saber se está dentro ou fora da lei ao usá-los ao volante. O projeto do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), aprovado com emenda do relator Gilberto Abramo (Republicanos-MG), veio para preencher esse vazio legal.

O que o projeto permite e proíbe ao volante

O texto cria a figura do “modo de direção”: uma configuração que os óculos precisarão oferecer e que limita o uso a três finalidades enquanto o veículo está em movimento. Navegar por voz, usar recursos de assistência à condução e acionar tecnologia assistiva para pessoas com deficiência. Só isso.

Qualquer função fora dessas enquanto o carro está andando é proibida. Ver vídeos, interagir com redes sociais, fazer transmissão ao vivo, responder mensagem por reconhecimento de voz, tudo isso ficaria vetado. O parâmetro é simples: se a função tira a atenção do trânsito, não pode.

Qual é a punição para quem usar fora das regras

No CTB, infração gravíssima é o nível mais sério. É o mesmo aplicado a quem é flagrado usando celular ao volante ou avançando sinal vermelho. O projeto prevê que o valor da multa seja multiplicado por três para o uso irregular de óculos inteligentes.

Além do impacto financeiro, o motorista fica sujeito à suspensão do direito de dirigir. Isso não é uma punição automática como um débito de ponto na carteira: é um processo administrativo no Detran, com notificação, prazo para recurso e, se confirmado, período determinado sem poder usar a CNH. Para motoristas de aplicativo, caminhoneiros e qualquer profissional que depende do carro para trabalhar, o risco é proporcional.

Quem trabalha com documentação de veículo todos os dias sabe que suspensão de CNH é o tipo de problema que parece distante até que chega. E quando chega, vira correria: prazo para recurso, documentos para organizar, processo no Detran. Se o motorista já acumula pontos por outras infrações, uma gravíssima pode ser a última peça antes da cassação. Vale ficar de olho na tramitação desse projeto.

O que o projeto exige dos fabricantes

A proposta não regulamenta só quem usa: ela também cria obrigações para quem fabrica e vende esses dispositivos no Brasil. Os aparelhos precisarão emitir sinais visuais ou sonoros permanentes quando a câmera ou o microfone estiver ativo. O reconhecimento facial e a identificação biométrica de terceiros ficarão bloqueados por padrão. E a proteção de dados precisa estar incorporada ao produto desde o projeto, com avaliações de impacto antes da comercialização.

O texto também proíbe o uso dos óculos em espaços com expectativa de privacidade, como banheiros, vestiários, hospitais, salas de aula e locais de culto. Concursos públicos e avaliações educacionais entram na mesma lista, assim como a proibição de vigilância em massa em espaços públicos sem previsão legal.

O projeto ainda não é lei, mas o sinal está claro

A aprovação na Comissão de Viação e Transportes é o primeiro passo de um caminho longo. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, vai ao Plenário da Câmara. Se aprovado lá, segue para o Senado antes de virar lei.

Hoje, o uso de óculos inteligentes ao volante ainda está em zona cinzenta: não há lei específica proibindo, mas agentes de trânsito podem enquadrar o motorista em infrações já existentes no CTB, como conduzir com atenção dispersa. O argumento legal é frágil, mas está disponível. Se você já usa esses óculos enquanto dirige, o mais prudente agora é restringir o uso a navegação por voz e evitar qualquer interação com outras funções com o veículo em movimento.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre óculos inteligentes no trânsito

Posso usar óculos inteligentes enquanto dirijo hoje?

Ainda não existe lei específica proibindo o uso de óculos inteligentes ao volante no Brasil. O projeto aprovado na Comissão de Viação e Transportes ainda precisa passar por mais etapas antes de virar lei. Mesmo assim, agentes de trânsito podem enquadrar o motorista em infrações já existentes no CTB, como conduzir com atenção dispersa.

O que é o “modo de direção” nos óculos inteligentes?

De acordo com o projeto em tramitação, é uma configuração que os óculos precisarão oferecer e que limita o uso, enquanto o veículo está em movimento, a auxílios de navegação, assistência à condução e tecnologia assistiva. Qualquer outra função do dispositivo ficará bloqueada nesse modo.

Qual é a punição para usar óculos inteligentes de forma irregular no trânsito?

O projeto prevê enquadramento como infração gravíssima, com a multa multiplicada por três e possibilidade de suspensão do direito de dirigir. São as mesmas consequências de ser flagrado usando celular ao volante.

Quando o projeto de lei vai virar lei?

Ainda não há prazo definido. O projeto precisa passar pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, depois pelo Plenário da Câmara e, por fim, pelo Senado.

O uso irregular de óculos inteligentes pode fazer eu perder a CNH?

Pode. Se o projeto virar lei, o uso irregular configura infração gravíssima, que gera pontos na CNH e risco de suspensão. Em casos de reincidência ou acúmulo de pontos, a cassação é possível.

Qual a sua nota para este texto?

Clique nas estrelas

Nota 0,0 / 5 de 0 avaliação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

App Dok no celular
Grátis para iOS e
Android
O copiloto do motorista brasileiro
Disponível na
App Store
Disponível no
Google Play

Icone de erro

Falha ao enviar, tente novamente.

Icone de sucesso

Comentário enviado para análise, será publicado em breve.