Garagem de Casemiro: Rolls-Royce e Bentley, e o que custaria trazer esse luxo para o Brasil
O Brasil estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate frustrante contra o Marrocos, e Casemiro saiu de campo ainda no intervalo depois de uma atuação apagada. Na garagem, porém, o volante do Manchester United não decepciona: dois carros britânicos que somam mais de R$ 2,7 milhões, e que dariam um belo trabalho documental se precisassem ser emplacados por aqui.
Salve, motorista! Casemiro tem dois modelos com registro público: um Rolls-Royce Wraith Black Badge 2019 e um Bentley Bentayga 2021. Os dois vivem na Inglaterra, onde ele mora desde que assinou com o Manchester United em 2022. A diferença entre o preço pago lá fora e o que custaria trazê-los para o Brasil conta muito sobre como funciona a importação de veículos de luxo no país, e vale entender antes de qualquer sonho com um carro assim.
O Rolls-Royce Wraith Black Badge: o carro pessoal do Casemiro
O Wraith Black Badge é o lado mais esportivo da linha Rolls-Royce. Casemiro adquiriu o modelo usado em 2022. O cupê tem portas suicidas, aquelas que abrem no sentido inverso ao convencional, e carrega debaixo do capô um motor V12 de 6,6 litros com 624 cv de potência. Pesado, mas rápido: vai de 0 a 100 km/h em apenas 4,6 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 249 km/h.
A versão Black Badge tem suspensão e calibração de motor mais agressivas do que a linha padrão, além de detalhes externos escurecidos. Na conversão da época da compra, o carro saiu por cerca de R$ 1,5 milhão (£230.000).
O Bentley Bentayga: o SUV da família
O Bentayga 2021 é o veículo do dia a dia da família, mais usado pela esposa de Casemiro, Anna Mariana. SUV grande, acabamento artesanal característico da Bentley e desempenho que surpreende para a categoria. Debaixo do capô, motor V8 biturbo de 4,0 litros com 542 cv de potência. Acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e ultrapassa os 300 km/h de velocidade máxima. A transmissão automática de 8 marchas vem com tração integral permanente.
O modelo saiu por aproximadamente R$ 1,3 milhão (£200.000 em conversão direta) no momento da aquisição.
O que custaria trazer esses carros para o Brasil?
Aqui a conta fica séria. Importar um carro de luxo no Brasil não é só calcular câmbio. O Imposto de Importação sobre veículos é de 35%, mas essa é apenas a primeira camada. O IPI varia conforme a cilindrada e pode chegar a 55% para motores grandes como os do Wraith e do Bentayga. Ainda entram ICMS, PIS, Cofins e despesas portuárias.
No final das contas, um carro comprado por R$ 1,5 milhão no exterior pode facilmente chegar a R$ 4 milhões ou R$ 5 milhões emplacado no Brasil. Isso sem contar os laudos técnicos exigidos pelo Senatran, a homologação do veículo (obrigatória para modelos que não são vendidos oficialmente no país) e eventuais adaptações a normas brasileiras de emissão e segurança. Qualquer pendência nesse processo retém o carro na alfândega, às vezes por meses.
E depois que está emplacado: IPVA e custos anuais
O IPVA de um veículo importado de luxo no Brasil não é simples de calcular, porque o valor venal usado como base tende a ser alto. Em São Paulo, a alíquota é de 4% ao ano. Num veículo avaliado em R$ 4 milhões, isso representa R$ 160.000 só de IPVA por ano. Cada estado tem sua própria tabela, mas a lógica é a mesma: quanto mais caro o carro, maior a tributação anual.
O seguro pesa também. Em veículos de alto valor, apólices podem superar R$ 30.000 anuais, dependendo do perfil do segurado e do modelo. Peças de marcas como Rolls-Royce e Bentley raramente estão em estoque no Brasil, o que significa prazos longos e custos cotados em moeda estrangeira.
O que checar antes de comprar um importado de luxo no mercado brasileiro
Quem sonha com um carro importado de alto padrão e considera comprar um já disponível no mercado interno precisa checar a cadeia documental antes de qualquer outra coisa. O veículo foi importado regularmente, com pagamento correto dos impostos? Tem homologação junto ao Senatran? O histórico não mostra restrições?
Esse levantamento parece simples, mas omissões nessa etapa já geraram problemas sérios para compradores que fecharam negócio sem verificar. Irregularidades na importação aparecem na hora de transferir, licenciar ou vender o carro, e aí o problema passa a ser seu. Um despachante experiente consegue checar esses pontos antes da compra e evitar que você herde uma pendência que não tem solução fácil.
Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:
Perguntas frequentes sobre carros de luxo importados
Não. O Rolls-Royce Wraith e o Bentley Bentayga de Casemiro estão registrados na Inglaterra, onde ele mora e trabalha desde 2022. Para emplacá-los no Brasil, seria necessário passar por todo o processo de importação regular, com pagamento de impostos e homologação junto ao Senatran.
Em São Paulo, a alíquota de IPVA para veículos de passeio é de 4% ao ano. Para um carro com valor venal de R$ 4 milhões, isso daria R$ 160.000 por ano só de IPVA. Outros estados têm alíquotas diferentes, mas todos usam o valor venal do veículo como base de cálculo.
Sim, mas com restrições. A importação de veículos usados é permitida em casos específicos, como o retorno de brasileiros que viveram no exterior com o veículo por pelo menos um ano. Para importação comercial de usados, as regras são mais rígidas. Em qualquer caso, o processo envolve Imposto de Importação de 35%, IPI, ICMS, PIS, Cofins e homologação do veículo, o que pode mais do que dobrar o valor original.
Verifique se o veículo foi importado regularmente, com pagamento correto de todos os impostos, e se tem homologação junto ao Senatran. Confira o histórico de transferências, se há restrições no DETRAN do estado e se a documentação está em dia. Qualquer irregularidade na importação vai aparecer na hora de transferir, licenciar ou revender o carro.
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