Moto elétrica e moto híbrida: vendas de motos eletrificadas quase quadruplicam em 2026, com a Yamaha na frente
De janeiro a setembro de 2026, foram emplacadas 24.600 motos eletrificadas no Brasil, somando elétricas e híbridas, segundo a FENABRAVE. No mesmo período de 2025, foram 6.724, todas elétricas. A grande novidade do ano são as motos híbridas: elas não apareciam nos números de 2025 e já somam 11.787 unidades em 2026, todas da Yamaha.
Salve, motorista! As motos eletrificadas ainda são uma fatia pequena do mercado, cerca de 1,4% das motos vendidas no ano. Mas o crescimento é rápido, e vem acompanhado de dúvidas sobre habilitação, placa e economia. Vamos aos números e às regras.
A moto híbrida chegou com a Yamaha
A primeira moto híbrida vendida no Brasil foi a Yamaha Fluo 125 Hybrid, que chegou às lojas no começo de 2026 por R$ 16.690. A marca também vende a Yamaha ZR Hybrid, versão de entrada da linha de scooters, com preço sugerido de R$ 13.990.
As duas usam um sistema híbrido leve. Um pequeno motor elétrico ajuda o motor a combustão por até três segundos nas arrancadas, subidas e ultrapassagens, e o motor desliga sozinho nas paradas e religa ao acelerar. Segundo a Yamaha, a economia de combustível é de até 12% em relação ao modelo anterior. A moto não anda só no elétrico e não precisa ser carregada na tomada.
A subida mês a mês mostra como o produto pegou:
| Mês de 2026 | Motos híbridas emplacadas |
| Janeiro | 12 |
| Fevereiro | 249 |
| Março | 812 |
| Abril | 817 |
| Maio | 1.170 |
| Junho | 1.962 |
| Julho | 2.276 |
| Agosto | 2.211 |
| Setembro | 2.279 |
Desde junho, as vendas se estabilizaram acima de 2 mil unidades por mês. Em setembro, os híbridos já representaram 7,9% de todas as motos que a Yamaha vendeu no Brasil.
As motos elétricas cresceram 90%
As motos 100% elétricas também cresceram, mas num ritmo menor. Foram 12.813 unidades de janeiro a setembro, alta de 90,6% sobre o mesmo período de 2025. Em setembro, foram 1.209, contra 463 um ano antes.
Esse mercado tem uma líder disparada: a Vmoto, que vendeu 916 das 1.209 motos elétricas de setembro, 76% do total. No acumulado do ano, a marca tem 58% do segmento. Bem atrás vêm a GCX, com 1.239 unidades no ano, e a Shineray, com 535.
O crescimento é puxado principalmente pelos entregadores de aplicativo. Em vez de comprar a moto, muitos alugam por semana e trocam a bateria descarregada por uma carregada em estações de troca, como as que já existem na Grande São Paulo. O modelo mais conhecido da Vmoto, o CPx, chega a até 130 km de autonomia com duas baterias.
A Honda ainda está de fora
Um detalhe chama atenção. A Honda, dona de 67% do mercado de motos em setembro, não aparece entre as 15 marcas que mais venderam motos elétricas no mês, e não vende moto híbrida. Por enquanto, a eletrificação das motos no Brasil é uma disputa entre a Yamaha, no híbrido, e marcas menores, no elétrico.
Isso ajuda a entender por que o segmento ainda é pequeno. Com a maior marca do país fora dele, as motos eletrificadas representaram só 1,7% das 205 mil motos vendidas em setembro.
Moto elétrica precisa de habilitação e placa?
Depende do tipo. As regras estão na Resolução 996/2023 do Contran:
Ciclomotor elétrico: é a moto ou scooter elétrica com motor de até 4 kW e velocidade máxima de até 50 km/h. Precisa de placa, registro no Renavam e licenciamento, e o condutor precisa ter a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor) ou a CNH na categoria A. Os ciclomotores antigos tinham até 31 de dezembro de 2025 para serem registrados.
Moto elétrica acima desses limites: é tratada como motocicleta, com as mesmas exigências de uma moto a combustão, incluindo CNH categoria A.
Patinetes e bicicletas elétricas: os que seguem os limites de potência e velocidade da resolução não precisam de registro nem de habilitação.
Já as motos híbridas da Yamaha são motos comuns de 125 cc. Precisam de placa, licenciamento e CNH categoria A, como qualquer moto dessa cilindrada.
O que isso significa pra quem está comprando
A moto híbrida faz sentido para quem quer gastar menos combustível sem mudar nada na rotina: abastece no posto, não precisa de tomada e roda como uma scooter comum. A economia é modesta, mas aparece no fim do mês para quem roda muito.
A elétrica tem custo por quilômetro bem mais baixo, mas exige planejamento. A autonomia é limitada, e é preciso ter onde carregar ou acesso a estações de troca de bateria. Para entrega, o aluguel com troca de bateria tem sido o caminho mais comum.
Em qualquer caso, confira se o modelo precisa de placa e habilitação antes de comprar. E consulte o Detran do seu estado: alguns estados dão isenção ou desconto de IPVA para veículos elétricos.
Saiba mais
Os números de motos e carros, mês a mês, estão na ferramenta de carros e motos mais vendidos do Brasil. Para ver o ranking geral de motos de setembro, leia o ranking de motos de setembro.
Perguntas frequentes
Sim. A Yamaha Fluo 125 Hybrid foi a primeira, e a marca também vende a ZR Hybrid. Em 2026, foram emplacadas 11.787 motos híbridas até setembro, todas da Yamaha.
A Yamaha Fluo 125 Hybrid chegou por R$ 16.690. A ZR Hybrid, versão de entrada, tem preço sugerido de R$ 13.990.
Nenhuma moto elétrica propriamente dita. Ciclomotores elétricos, com motor de até 4 kW e velocidade de até 50 km/h, exigem ACC ou CNH A. Só patinetes e bicicletas elétricas que seguem os limites da Resolução 996/2023 do Contran dispensam habilitação.
O registro é feito no Detran do seu estado, com nota fiscal, documentos pessoais e comprovante de residência. Ciclomotores e motos elétricas precisam de placa e licenciamento como qualquer moto.
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