Carros elétricos que mais e menos desvalorizam no Brasil em 2026: o que o ranking revela antes de você comprar

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Icone de tempo Atualizado em 30/07/2026 | Icone de calendário Publicado em 30/07/2026 |

Um levantamento da Webmotors, publicado no especial Qual Comprar 2026 da Autoesporte, mapeou a depreciação de mais de 200 modelos à venda no Brasil, e o resultado surpreende em dois sentidos: há elétricos que praticamente não perdem valor e há um que derrete mais de metade do preço em 12 meses.

 
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Salve, motorista! A desvalorização sempre foi o argumento favorito de quem torce o nariz para os elétricos. O problema é que esse argumento ganhou um porém: depende muito do modelo. Alguns elétricos seguram o valor melhor do que a média dos carros a combustão da mesma faixa de preço. Outros, francamente, despencam. O levantamento usa como base a variação de preços nos anúncios da Webmotors ao longo de um ano, o que dá uma fotografia real do que o mercado de usados está pagando, não do que o fabricante gostaria que valesse.

Os elétricos que menos perdem valor em 2026

O Geely EX2 lidera com 0,1% de depreciação no período, mas vale uma ressalva: é um modelo com pouco tempo de mercado e poucos anúncios de revenda circulando. Quando há volume baixo de dados, a variação tende a ser pequena por falta de referência, não necessariamente porque o carro segura bem o valor no longo prazo. O Leapmotor C10 vem na sequência, com 0,5%, na mesma situação.

Mais interessante é o caso do Chevrolet Spark EUV, com apenas 3,3% de depreciação. Ele tem mais tempo de mercado do que os dois primeiros, e ainda assim segura bem o valor. O GAC Aion Y fica em quarto com 3,4%, e o MG4 fecha o top 5 com 4,5%. Os demais da lista incluem BYD Yuan Pro (6%), BYD Dolphin (6,7%), GAC Aion V (6,8%), Volvo EX30 (8%) e Chevrolet Captiva EV (9,1%).

 
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O extremo oposto: o elétrico que perdeu metade do valor em um ano

O JAC E-JS4 registrou 50,4% de depreciação em 12 meses. Não é apenas o elétrico que mais desvaloriza no Brasil, é o carro que mais desvaloriza entre todos os mais de 200 modelos avaliados no Qual Comprar 2026, incluindo modelos a combustão e híbridos. Um carro comprado por R$ 200.000 pode estar valendo por volta de R$ 99.000 um ano depois. O irmão maior, o JAC E-J7, aparece logo atrás com 38,8%.

O Mini Cooper elétrico registrou 31% de depreciação, o que pode pesar na decisão de quem queria o hatch britânico pela exclusividade mas pensa em revender em alguns anos. BYD Seal (24,7%) e Mini Aceman (24%) completam o top 5 dos que mais perdem. Zeekr X e JAC E-JS1 (21,5% cada), Renault Megane E-Tech (21,4%), Omoda E5 (12,9%) e Geely EX5 (11,1%) fecham a lista.

O que a depreciação muda na documentação e no financiamento

Esse é o ponto que a maioria dos rankings de desvalorização passa em branco, e é onde entra a experiência de despachante. Quando um elétrico perde muito valor, isso tem efeito direto em dois momentos importantes: no IPVA e no financiamento.

O IPVA é calculado com base no valor de mercado do veículo. Se o carro despencou, o imposto cai junto no ano seguinte. Nesse sentido, a desvalorização alta funciona como uma redução do custo de propriedade ao longo do tempo. Mas o mesmo não vale para quem financiou. Se você comprou um JAC E-JS4 financiado por 48 meses e decidir vender após 12 meses, há grande chance de o saldo devedor no banco ser maior do que o que o comprador está disposto a pagar. Você vai precisar completar a diferença do bolso para quitar o contrato e conseguir transferir o veículo. É uma armadilha que não aparece no folder do zero-km.

 
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Comprar um elétrico usado desvalorizado pode ser oportunidade, com cautela

Um BYD Seal que perdeu quase 25% do valor original pode ser uma entrada mais acessível para o segmento elétrico. O problema é que a verificação de um elétrico usado exige atenção diferente da de um carro a combustão, e muita gente não sabe o que checar.

Antes de fechar negócio, verifique: histórico de sinistro pelo número de chassi, existência de gravame ativo (financiamento em nome do vendedor), multas e débitos pendentes, e se a vistoria inclui avaliação da bateria de tração. As três primeiras verificações um despachante resolve em minutos nos sistemas, e custam uma fração do prejuízo de descobrir depois da transferência que o carro tinha restrição que o vendedor não revelou. A avaliação da bateria é responsabilidade de uma oficina especializada, mas sem ela, você está comprando um elétrico às cegas.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre desvalorização de carros elétricos

O elétrico que desvaloriza muito afeta o IPVA que pago?

Sim. O IPVA é calculado com base no valor de mercado do veículo, que os estados atualizam anualmente com base em tabelas de referência. Se o carro perdeu muito valor, o imposto do ano seguinte tende a ser menor. Mas esse alívio não compensa um saldo de financiamento maior do que o preço de revenda, então avalie o cenário completo antes de considerar isso uma vantagem.

Posso comprar um elétrico muito desvalorizado como oportunidade?

Pode, com cautela. A desvalorização alta pode significar entrada mais barata no segmento elétrico, mas exige verificação cuidadosa do histórico do veículo, situação de financiamento (gravame) e estado da bateria de tração. Sem essas verificações, o desconto no preço pode virar prejuízo depois.

Como verificar se um carro elétrico usado tem financiamento pendente?

Pelo número do chassi ou placa, nos sistemas de consulta veicular. Um despachante faz essa verificação nos sistemas do Detran e do Banco Central em minutos. Se houver gravame ativo, o veículo não pode ser transferido enquanto o financiamento não for quitado ou o banco não autorizar a transferência.

Os dados de desvalorização do levantamento são definitivos?

Não. O levantamento usa como base os anúncios da Webmotors ao longo de um ano. Modelos com pouco tempo de mercado e poucos anúncios podem ter resultados menos representativos. Para carros como o Geely EX2 e o Leapmotor C10, o histórico ainda é curto e a depreciação real no longo prazo pode ser diferente do que o índice atual indica.

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