Move Brasil para motos: quem tem direito, como funciona e o que verificar antes de fechar negócio

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O governo federal expandiu o Move Brasil para motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas voltadas a entregadores e mototaxistas. O programa, operado pela Caixa Econômica Federal com recursos subsidiados, financia até 100 mil veículos zero km sem exigência de entrada e com juros bem abaixo do que os bancos privados cobram. Para quem usa a moto como ferramenta de trabalho, é uma das condições de crédito mais competitivas disponíveis hoje.

 
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Salve, motorista! O programa contempla trabalhadores de aplicativo e profissionais CLT, com taxas diferentes por gênero. Antes de ir à concessionária, vale entender quem de fato se qualifica, quais motos entram na lista e o que acontece depois que o crédito é aprovado, porque esse último passo surpreende muita gente.

Quem pode participar do programa

O Move Brasil para motos atende dois perfis de profissional. O primeiro é o trabalhador de aplicativo: precisa ter pelo menos 6 meses de cadastro ativo na plataforma e comprovar a realização de no mínimo 100 entregas ou corridas nesse período. O segundo é o profissional CLT: motofretistas, ciclistas e mototaxistas com carteira assinada há pelo menos 6 meses na mesma empresa.

A validação é automática pelo portal gov.br, cruzando com os dados das plataformas de entrega e do eSocial. Não há como contornar os critérios de tempo ou de atividade mínima.

Que tipo de moto é aceita no financiamento

Apenas veículos zero km são aceitos. Nenhuma moto usada participa do programa. Os modelos a combustão precisam ter motor flex de até 160 cilindradas, o que exclui motos movidas exclusivamente a gasolina e versões híbridas. Para elétricas, o limite de potência é de 7.500 W, e para bicicletas elétricas, 1.000 W. Todos os veículos precisam ser fabricados no Brasil, ou ter um projeto de nacionalização em andamento.

Essa exigência de motor flex elimina uma parcela considerável dos modelos disponíveis no mercado. Se você já tem um modelo em mente, confirme antes se ele está na lista oficial.

Juros, prazo e valor de entrada

O financiamento cobre 100% do valor do veículo, sem entrada. A taxa de juros é de 11,5% ao ano (cerca de 0,91% ao mês) para mulheres e de 12,5% ao ano (cerca de 0,99% ao mês) para homens. O prazo é fixo em 48 meses, com 2 meses de carência antes da primeira parcela.

Para ter um parâmetro: o financiamento convencional de moto costuma ter juros entre 1,5% e 2% ao mês. A diferença se acumula ao longo de 4 anos e representa uma economia concreta no bolso de quem trabalha com o veículo.

Modelos elegíveis: combustão e elétricos

São 12 modelos de motos a combustão flex autorizados, todos Honda ou Yamaha, com preços sugeridos entre R$ 16.840 e R$ 23.390:

  • Honda Biz 125 EX: R$ 16.840
  • Honda CG 160 Cargo: R$ 18.390
  • Yamaha Factor: R$ 18.490
  • Honda CG 160 Fan: R$ 18.890
  • Yamaha Factor DX: R$ 18.990
  • Honda CG 160 Titan: R$ 20.590
  • Yamaha Fazer FZ15: R$ 21.190
  • Honda CG 160 50 anos: R$ 21.270
  • Honda NXR160 Bros CBS: R$ 22.400
  • Yamaha Crosser 150 S ABS: R$ 22.790
  • Yamaha Crosser 150 Z ABS: R$ 22.990
  • Honda NXR160 Bros ABS: R$ 23.390

Para os modelos elétricos, as opções nacionais autorizadas são:

  • Shineray SE1: R$ 12.490
  • Shineray SE2: R$ 12.490
  • Watts W125: R$ 15.992
  • Shineray SHE-S: R$ 16.490
  • Yamaha Neo’s: R$ 25.990

Como fazer a inscrição

As inscrições são feitas pelo portal gov.br/movebrasil. Não é necessário enviar documentos físicos no primeiro momento, a validação usa os dados já registrados no portal federal. A resposta sobre elegibilidade chega em até 5 dias úteis pela própria plataforma.

Com a aprovação confirmada, você procura uma concessionária parceira ou vai à Caixa Econômica Federal para fechar o contrato de crédito.

O detalhe que a concessionária nem sempre explica

Depois de aprovado o crédito e comprada a moto, ainda tem uma etapa obrigatória antes de sair rodando: o emplacamento. Moto zero km não vem com placa. Sem o emplacamento concluído, você não pode circular legalmente, e dependendo do volume no Detran da sua cidade, o processo pode levar de alguns dias a mais de uma semana.

Algumas concessionárias incluem esse serviço e entregam o veículo já regularizado. Outras repassam ao comprador ou terceirizam para um despachante, o que gera confusão sobre custo e prazo. Para quem está comprando a moto exatamente para gerar renda, cada dia parado tem um custo concreto.

A orientação de quem lida com emplacamento todo dia é direta: antes de assinar, pergunte na concessionária quem cuida do emplacamento, qual o prazo estimado e se esse custo está incluso no negócio. Se a resposta for vaga ou o prazo for longo, um despachante consegue agilizar o processo paralelamente à entrega e reduzir o tempo com o veículo parado.


Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:


Perguntas frequentes sobre o Move Brasil para motos

Moto usada pode entrar no Move Brasil para motos?

Não. O programa aceita apenas veículos zero km. Motos usadas, mesmo em bom estado, estão fora dos critérios de elegibilidade.

Posso me inscrever se trabalho para mais de uma plataforma de entrega?

Sim. O critério é comprovar 6 meses de cadastro ativo e pelo menos 100 entregas ou corridas no período total, independentemente de quantas plataformas você usa.

O custo do emplacamento está incluído no financiamento?

Não necessariamente. O financiamento cobre o valor do veículo. O emplacamento é um serviço à parte, que pode estar incluso pela concessionária ou não. Confirme isso antes de assinar o contrato.

Quanto tempo leva para saber se fui aprovado no programa?

A resposta sobre elegibilidade é enviada em até 5 dias úteis após a inscrição no portal gov.br/movebrasil.

Profissional autônomo que não é de aplicativo pode participar?

Não está previsto no programa. O Move Brasil para motos atende especificamente trabalhadores de aplicativo com critérios mínimos de cadastro e atividade, e profissionais CLT do setor de entrega ou mototáxi.

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