Furto de cabos em carregadores elétricos deixa motoristas na mão, e o problema cresce nas cidades brasileiras
Ladrões estão cortando os cabos de cobre dos carregadores de veículos elétricos e híbridos plug-in espalhados pelo Brasil. O material tem alto valor de revenda no mercado de metais, e basta uma serra para inutilizar o equipamento inteiro, deixando o ponto de recarga fora de operação e o motorista sem alternativa.
Salve, motorista! Se você tem um elétrico ou híbrido recarregável e depende de eletropostos públicos, este assunto é direto com você. O furto de cobre não é novidade, mas agora chegou com força nos pontos de recarga, que cresceram muito nas cidades brasileiras nos últimos anos. E diferentemente de um semáforo com fio cortado, um carregador vandalisado afeta diretamente o seu dia a dia, na forma de tempo perdido, planejamento de rota que não funciona e, em casos extremos, veículo parado longe de casa.
Por que o cobre virou alvo dos ladrões
O cobre é um dos metais industriais com maior valor de revenda no mercado informal. Desde a pandemia, o preço disparou, e os furtos de fiação se multiplicaram pelo país, atingindo postes, semáforos e redes elétricas urbanas. Os carregadores de veículos elétricos são alvos especialmente fáceis: ficam em estacionamentos, muitas vezes sem segurança presencial, e os cabos são volumosos e acessíveis. Com uma serra simples, um ladrão consegue cortar a fiação em poucos minutos.
O resultado é um carregador completamente inoperante. Não há reparo simples. O equipamento precisa de substituição de componentes, e o prazo para reativação pode ser de dias ou semanas, dependendo do operador.
O que as empresas de recarga estão fazendo agora
Diante dos furtos, operadoras de eletropostos brasileiras adotaram uma solução imediata: instalar cabos de aço para prender a fiação de cobre à carcaça dos carregadores. A ideia é dificultar o corte, já que o aço exige ferramentas específicas que o ladrão comum não carrega. Câmeras de monitoramento também estão sendo instaladas com mais frequência nos pontos de recarga.
A medida não impede o furto, mas aumenta o tempo e o esforço necessários, o que já reduz a atratividade do alvo. É uma proteção de baixo custo e implementação rápida, mas longe de ser definitiva.
A solução tecnológica que já existe na Europa
Fora do Brasil, algumas fabricantes foram além do cabo de aço. A finlandesa Kempower adotou um sistema desenvolvido pela consultoria britânica Formula Space que combina duas camadas de proteção: uma capa resistente a cortes sobre os cabos, que dispensa o reforço metálico, e um mecanismo de alerta ativo.
Se o cabo for violado, o sistema libera um fluido transparente sob alta pressão. O líquido é invisível a olho nu, mas contém um código exclusivo para cada ponto de recarga, visível apenas sob luz ultravioleta. Isso permite identificar o suspeito depois do fato, mesmo que ele não seja pego no momento do furto. É uma solução mais cara e mais sofisticada, mas que já existe e funciona. No Brasil, ainda não há notícia de adoção em larga escala.
O que isso muda na prática para quem tem elétrico ou híbrido plug-in
Quem trabalha com documentação e regularização de veículos todos os dias sabe que o motorista brasileiro ainda está aprendendo a rotina de ter um carro elétrico. E parte dessa rotina envolve confiar na infraestrutura pública de recarga, o que nem sempre é seguro.
A recomendação prática é simples: antes de depender de um eletroposto para uma viagem longa ou para voltar para casa, verifique se o ponto de recarga está ativo. Aplicativos como o do próprio operador (Tupinambá, Blink, EletrobrASIL, entre outros) costumam indicar o status em tempo real. Não saia na fé de que o carregador vai estar funcionando, especialmente em regiões onde a cobertura de câmeras é baixa.
Outro ponto que passa batido: o seguro do veículo não cobre você parado por falta de infraestrutura. Se o carregador está destruído e você ficou sem carga, vai precisar chamar reboque, e isso pode gerar um custo inesperado. Verifique se o seu plano de assistência cobre transporte de veículos elétricos sem combustível, porque nem todos cobrem essa situação da mesma forma que fazem com carros a gasolina.
Por fim, se você está considerando comprar um elétrico ou híbrido plug-in e ainda não tem carregador em casa, o cenário dos eletropostos públicos precisa entrar na sua conta. A recarga doméstica resolve a maior parte das situações do cotidiano, mas quem depende exclusivamente de pontos públicos fica mais exposto a esse tipo de problema.
Ei, motorista! Se você chegou até aqui, achamos que também vai precisar saber disso:
Perguntas frequentes sobre furto de cabos em carregadores elétricos
Não diretamente. O carregador danificado é responsabilidade do operador do eletroposto, não da montadora. Mas se o seu veículo ficou sem carga por causa disso e precisou de reboque, verifique no contrato de assistência se essa situação está coberta.
A maioria dos operadores tem aplicativo próprio ou integração com plataformas como PlugShare e Zap-Map, que mostram o status em tempo real. Sempre confirme antes de sair, especialmente em viagens onde aquele ponto é essencial para o retorno.
O operador do eletroposto. Se você usava um ponto de recarga pago e ele foi danificado, entre em contato com a empresa responsável. O prazo de reparo varia muito dependendo do operador e da disponibilidade de peças.
Depende do plano. Alguns seguros e assistências 24h incluem reboque para veículos elétricos sem energia, mas outros só atendem em caso de pane mecânica. Ligue para a seguradora e confirme essa cobertura antes de precisar.
Não. Cabos de cobre de semáforos, postes e redes elétricas também são alvos frequentes desde a pandemia, quando o valor do metal disparou. Os carregadores de EVs são mais recentes na mira dos ladrões porque proliferaram nas cidades e ainda têm cobertura de segurança menor que a rede elétrica tradicional.
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