GWM ORA 03 entra no Move Brasil por R$ 150 mil para taxistas e motoristas de app
A GWM confirmou a entrada do elétrico ORA 03 BEV58 no programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, iniciativa federal que amplia o acesso de motoristas profissionais a veículos eletrificados com condições diferenciadas. O modelo sai por R$ 150 mil para quem se enquadrar no programa, contra os R$ 169 mil do preço de varejo. O anúncio aconteceu durante visita do vice-presidente Geraldo Alckmin à concessionária da marca em Brasília.
Salve, motorista! Se você roda de táxi ou aplicativo e está de olho em elétricos, essa notícia é pra você. A GWM se junta a outras marcas que já aderiram ao Move Brasil, e o ORA 03 chega como mais uma opção para quem quer cortar custos com combustível e aproveitar as isenções fiscais que os elétricos oferecem. Mas antes de bater o martelo, tem alguns pontos práticos que vale entender bem.
O que é o Move Brasil e quem pode participar
O Move Brasil é um programa do governo federal criado para incentivar a eletrificação da frota de transporte profissional. A ideia é simples: taxistas cadastrados e motoristas de aplicativo credenciados têm acesso a veículos eletrificados com preços menores do que os praticados no mercado comum, além de condições especiais de financiamento.
Para participar, o motorista precisa comprovar o vínculo profissional, seja como taxista regularizado ou como motorista ativo em plataformas de transporte por aplicativo. Cada marca que adere ao programa define as condições específicas junto ao governo, então os critérios podem variar. O caminho mais seguro é consultar diretamente uma concessionária GWM credenciada para entender os documentos exigidos e os prazos disponíveis.
Como é o ORA 03 BEV58 na prática
O ORA 03 BEV58 é a versão de maior autonomia da linha. Ele roda com motor elétrico dianteiro de 171 cv e 25,5 kgf.m de torque, com bateria de 63 kWh que entrega autonomia homologada pelo Inmetro próxima de 400 km. Para quem roda em cidade, esse número na prática pode variar, mas dificilmente você vai terminar um dia de trabalho sem carga sobrando.
O equipamento de série inclui pacote ADAS de assistência à condução, painel digital integrado, central multimídia conectada e bancos com ajustes elétricos. Para um táxi ou carro de aplicativo, é um nível de acabamento acima do que a maioria dos motoristas está acostumado a ver em veículos de trabalho. O ponto de atenção é o tempo de recarga: a infraestrutura de carregadores ainda é desigual entre as cidades, então isso precisa entrar na conta antes de fechar negócio.
Documentação e licenciamento de elétrico para táxi ou app: o que você precisa saber
Aqui é onde entra a perspectiva de quem trabalha com documentação de veículo todo dia. Comprar um elétrico para uso como táxi ou aplicativo não é só assinar o contrato na concessionária. Há uma série de passos adicionais que, se você não conhece, pode atrasar o início da operação por semanas.
Primeiro, o veículo precisa ser emplacado com a categoria correta. Para táxis, o processo envolve autorização municipal, emplacamento na cor específica exigida por cada cidade e vistoria. Para motoristas de aplicativo, o emplacamento é comum, mas algumas plataformas têm requisitos próprios de cadastro do veículo. Segundo, muitos estados oferecem isenção de IPVA para veículos elétricos, mas essa isenção não é automática: você precisa solicitar junto ao Detran ou Secretaria da Fazenda do seu estado, com a documentação específica. Se não fizer isso, vai receber a cobrança normalmente.
Terceiro, se o veículo for financiado, o processo de transferência e averbação do financiamento no CRV também precisa ser feito dentro do prazo. Um despachante com experiência em veículos para transporte profissional consegue tocar todos esses trâmites em paralelo, economizando tempo e evitando que o carro fique parado por pendência documental.
Vale a conta trocar para um elétrico agora?
Com o desconto do Move Brasil, o ORA 03 fica R$ 19 mil mais barato do que o preço de varejo. Somado à isenção de IPVA disponível em vários estados e ao custo de energia significativamente menor do que gasolina ou etanol, a matemática começa a fechar para quem roda muito. Um motorista de aplicativo que percorre 4.000 a 6.000 km por mês sente o impacto no bolso bem mais rápido do que quem usa o carro apenas no lazer.
A GWM também anunciou que sua linha produzida em Iracemápolis (SP), que inclui Haval H6, Haval H9 e Poer P30, chegou a 10 mil unidades fabricadas localmente. A empresa sinalizou ainda uma segunda fábrica no Espírito Santo e novidades no segmento eletrificado. Isso importa para o motorista porque produção nacional tende a reduzir dependência de câmbio e facilitar peças e assistência técnica no longo prazo.
O que não dá para ignorar é que elétrico ainda exige planejamento de recarga. Se você opera em cidade com boa cobertura de carregadores, o ORA 03 é uma opção concreta. Se a infraestrutura na sua região é precária, vale segurar a decisão até que isso mude.
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Perguntas frequentes sobre o ORA 03 no Move Brasil
Não é qualquer motorista: o programa tem critérios de elegibilidade que exigem comprovação do vínculo profissional ativo com plataformas credenciadas. Consulte uma concessionária GWM para saber quais documentos são necessários e se você se enquadra.
Depende do estado. Vários estados brasileiros oferecem isenção total ou parcial de IPVA para veículos elétricos, mas a isenção não é automática. Você precisa solicitar junto ao Detran ou Secretaria da Fazenda do seu estado com a documentação do veículo. Se não fizer o pedido, o boleto chega normalmente.
A autonomia homologada pelo Inmetro é próxima de 400 km com a bateria de 63 kWh. Na prática, uso intenso em trânsito urbano, ar-condicionado ligado e aceleração frequente reduzem esse número. Para a maioria dos motoristas profissionais que rodam em cidade, a autonomia real deve ficar entre 280 e 350 km por carga.
Não é obrigatório, mas é recomendado. O processo envolve autorização municipal, emplacamento na categoria correta, vistoria e, em muitos estados, pedido de isenção de IPVA separado. Um despachante com experiência em veículos de transporte profissional consegue tocar esses trâmites em paralelo e reduz bastante o tempo até o carro estar apto a rodar.
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